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A busca pelo amor

Dia dos namorados. As redes sociais transbordam fotos de casais apaixonados e românticas declarações de amor. Me questiono como cada casal ali retratado se formou. Como aquelas duas pessoas, entre tantas no mundo entraram uma na vida da outra e se tornaram únicas?
Claro que para essa pergunta cada casal terá uma história para contar, mas a questão aqui vai além das circunstâncias que as pessoas se conhecem, a questão é se buscamos o amor ou se ele nos encontra. Nós escolhemos nossos amores ou nossos amores nos escolhem?

Existem pessoas que realmente buscam um relacionamento, se dedicam a encontrar um parceiro para dividir a vida, assim como existem aquelas que não se preocupam com isso, ou pelo menos não priorizam essa questão. Entre esses dois grupos , encontramos as pessoas que buscam e não encontram um par, e aquelas que mesmo não procurando, parecem ser encontradas.

Isso nos faz questionar se o amor pode ser programado, planejado, assim como fazemos com trabalho, estudos, metas, ou se ele é fruto do mero acaso, ou numa linguagem mais romântica, do destino.

Difícil encontrarmos essa resposta, pois o amor não é algo exato, mensurável para que possamos analisar suas causas e seu curso, como já disse Drummond “o amor foge à dicionários e a regulamentos vários”. Mas podemos repensar um pouco essa ideia romântica de que  ele baterá à nossa porta, como sempre acontece no final daquele filme ou no último capítulo da novela, e que sendo assim nos basta apenas esperar.

Obviamente encontrar alguém para se amar não é algo que se programe com data, horário e local. Afinal de contas, se é um encontro, isso também depende do outro, e por isso foge ao meu controle. Mas em uma história de amor, o encontro é apenas o inicio, a parte mais trabalhosa está no convívio, na manutenção desse amor.

E pensando nisso, podemos entender que embora não seja possível programar o encontro da pessoa amada, é possível sim se preparar para isso até que ela apareça. Mas como se preparar para isso? Exercitando e desenvolvendo recursos necessários para essa manutenção. Tolerância, respeito, flexibilidade, empatia… tudo aquilo que sabemos ser essencial, e que nos falta na hora que precisamos.

No anseio de viver uma história de amor, um relacionamento feliz, as pessoas se preocupam muito mais em buscar um alguém, do que se preparar para ele. De que adianta encontrar a pessoa que você busca, se ainda não está pronto para ser o alguém que o outro busca?

Você estará muito mais preparado para um relacionamento à dois, quando souber viver bem à um. Não seria mais proveitoso me ocupar da tentativa de ser alguém melhor para mim, e consequentemente isso me fará também melhor para o outro? Ou seja, talvez o segredo para viver uma história de amor não esteja no encontro da pessoa certa, mas no encontro consigo mesmo. Um encontro que acontece primeiro dentro de cada um e que nos prepara para o taõ esperado encontro com o outro.

Sobre Carolina Giacomini

Carolina Giacomini é psicóloga formada em 2008 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Especialista em Psicologia Junguiana pela Pontifícia Universidade Católica (PUC). Para entrar em contato com ela: contato@carolinagiacomini.com.br ou www.facebook.com/psicologiacarolina/

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