Home / Geral / Aos 50 anos, Unifieo não vai fechar, diz Reitor

Aos 50 anos, Unifieo não vai fechar, diz Reitor

O Centro Universitário Fieo foi referência na região oeste, mas alguns problemas em sua administração fizeram com que a instituição sofresse problemas financeiros, em meio a grandes grupos de ensino, perdeu espeço no mercado, agora eles vão ao mercado buscar o espaço perdido

Edmo assumiu a administração da insituição em meio a uma crise financeira

O Centro Universitário Fieo está com uma nova reitoria, Edmo Alves Menini é o novo Reitor e Pró – Reitor Administrativo. Ele ficou com a missão de recuperar a instituição que está mergulhada em uma profunda crise financeira. “O Unifieo tomou decisões que não tiveram bons resultados. A instituição entendeu que por conta da sua força, conseguiria recuperar os alunos que tinha perdido para a concorrência. Era ncessário enxugar o quadro para continuar competitiva.” No começo do ano 1218 alunos iniciaram o ano letivo na instituição em 2017. No segundo semestre deste ano, o número subiu para 2154 estudantes.
Edmo disse que a nova administração do Centro Universitário Fieo vai promover algumas mudanças. “De 32 cursos que exisitiam há dois anos, hoje estamos operando com 20”, disse Edimo. Muito se falou nos últimos meses de que o Centro Universitário iria fechar e que os alunos não conseguiriam concluir seus cursos.“Nós damos garantias para os nossos alunos que todos terão seus cursos concluídos. Temos os melhores cursos na região. A maioria tem nota 4 no MEC.”
Outra novidade da da insituição neste ano é que eles receberam autorização para cursos de Ensino a Distância (EAD). “O MEC autorizou a cadastrar 150 polos de ensino no Brasil, essa é também uma possibiilidade de restruturação da entidade.”
No último ano, alguns professores do Centro Universitário Fieo entraram em greve por falta de pagamento de salário, o novo reitor disse que ficou muito complicados com grevistas, em especial para uma parte deles. “Para os grevistas que não se justificaram, não vamos conversar. Não sei quem são os grevistas.”
Segundo o Reitor, a instituição vale atualmente em torno de R$ 300 milhões. A dívida total da Fieo é de R$ 30 milhões. O TRT proibiu a venda de qualquer bem da instituição para pagamentos de dívidas: “A nossa expectitva é o que vai nos dar uma luz no fim do túnel é que liberem a hipoteca pelo Banco Bradesco do Campus da Narciso Sturlini para pagarmos as dívidas.” Muito se cogitou de que a instituição iria se desfazer do Campus Wilson, que fica ao lado do Campus Vila Yara ou de obras de artes do acervo da Unifieo, a venda do Campus Wilson está completamente descartada.
A venda da institução está descartada, a Fapetec, uma Fundação da cidade de Santos fez uma proposta, mas em seguida, desistiu da compra.
O novo reitor quer mudar o conceito da FIEO. “Queremos ficar do lado da comunidade, a nossa instituição não é cara, como dizem por aí, se as pessoas tem problemas financeiros podem vir falar comigo, nós temos como ajudar a eles realizarem o sonho de estudar aqui.”
Neste ano a Unifieo faz 50 anos e uma série de ações estão marcadas para ocorrer nas dependências do campus do UNIFIEO, na Vila Yara.
As atividades vão desde oficinas, palestras acadêmicas e atendimento ao público com exames de Tipagem Sanguínea, Glicemia, Avaliação da função pulmonar, Shiatsu, Quickmassage, Workshop de Grafite, entre outros.
No sábado (28), acontece o “Fieo Day”, aberto para a comunidade e ex-alunos “matarem a saudade” da instituição. Às 16h será a sessão gratuita de cinema do CineFieo, apresentando o filme Casablanca.
Também stá marcada a “Corrida e Caminhada 50 Anos” para o dia 26 de novembro, com inscrições abertas pelo site www.fieo.br.
“A comemoração desses 50 anos marca um momento importante da história do ensino superior na região Oeste da Grande São Paulo e o município de Osasco. A FIEO que é mantenedora do Centro Universitário UNIFIEO é parte da cidade e tem seu papel reconhecido há cinco décadas pela qualidade do seu ensino e formação de milhares de profissionais”, afirma o reitor Edmo Menini. As atividades comemorativas estão sendo custeadas pelos parceiros da universidade.

 

A história

A crise do Unifieo se agravou ainda mais nos últimos seis meses

A Fundação Instituto de Ensino para Osasco (FIEO) foi instituída em 26 de outubro de 1967, sendo mantenedora do Centro Universitário FIEO (UNIFIEO).

A fundação implantou a Faculdade de Direito, iniciando sua atividade didática em junho de 1969. Em seguida, a Faculdade de Administração de Empresas foi autorizada a funcionar em maio de 1972.

O primeiro curso da Faculdade de Informática (Processamento de Dados) foi autorizado em setembro de 1985.

Já em 1986, foi incorporada a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Professor Carlos Pasquale, de São Paulo. O passo seguinte foi a instituição das Faculdades Integradas de Osasco.

Em novembro de 1998, as Faculdades Integradas de Osasco transformaram-se em Centro Universitário FIEO (UNIFIEO), com a criação de diversos cursos.

Sobre Robson Donizete

8 Comentários

  1. Marcelo Rodrigues

    O reitor tem memória fraca, omite que foi responsável pelo CALOTE dado em 160 professores, que não receberam salários atrasados (12 meses), muito menos as verbas rescisórias. E com esta pose de que nada aconteceu. Que VERGONHA, unifieo!

  2. Não somos alguns! Somos MUITOS! SOMOS MAIS SE 160 PROFESSORES DEMITIDOS que não receberam salários, nem verbas rescisórias! Mandaram os professores procurarem na justiça seus direitos. Algumas audiências já aconteceram e a instituição não cumpriu os acordos! Essa matéria é um absurdo! Um insulto aos mais de 160 professores que NÃO RECEBERAM SALÁRIOS, NEM VERBAS RESCISÓRIAS!

  3. Ana Cristina Carvalho

    Uma pena que um jornal, que tem por missão e função mostrar a verdade dos fatos, mostre uma matéria tão cheia de informações erradas como essa da Unifieo… é fato que ela completa 50 anos, no entanto, vem se arrastando nos últimos anos devido a problemas de gestão que levou professores, com mais de 6 meses de atraso de seus salários a entrarem em greve em novembro/2016, isto depois que 60 deles foram demitidos sem o pagamento dos atrasados e verbas rescisórias. O Prof Edmo sabe sim quem são os professores grevistas e somos mais de 100 que também fomos demitidos em junho/2017 nas mesmas condições. Fora demissões de funcionários e atrasos de salários de quem ainda está na instituição.

  4. Acerca matéria que retrata o Unifieo, gostaria de corrigir as informações da Reitoria, que passa por cima da maneira como os professores da Instituição foram demitidos: sem remuneração, humilhados, ofendidos e desrespeitados.

  5. Claudio Chaim Rezk

    Mais uma vez esse senhor falta com a verdade, assim como fez durante todo o tempo que estabelece e está a ” frente” da instituição, inclusive durante todo o processo de negociação durante a greve. E já que ele diz que os grevistas não se justificaram , como se fosse preciso, gostaria de lembra-lo. Depois de um ano de atrasos sistemáticos de salários no em novembro de 2016, após todo um semestres sem um centavo ser pago, entramos em greve (ohh, mas que radical não é mesmo se “reitor”?).
    Outro ponto, ele diz da boa avaliação dos cursos mas, mais uma vez omitiu uma informação. Foi graças aos mais de 150 professores demitos que se consegui tal avaliação. Por que ele não diz quantos dos atuais docentes estavam lá na acasião das avaliações? Sem falar no outros tantos que não aderiram a greve mas entraram na justiça pedindo rescisão indireta.

  6. Waleska Cariola Viana

    A dúvida é quem e como vão pagar os mais de 150 professores demitidos sem pagamento dos salários e verbas rescisórias e que trabalharam meses sem receber salários na instituição. E os agora admitidos em substituição que se prestam a trabalhar sem receber salário! Lamentável essa administração e a situação dessa instituição. Dissídio de Greve, Acoes trabalhistas coletiva e individuais (inúmeras) todas julgadas procedentes. Passivo trabalhista (demitidos, antigos que se submetem e novos contratados só aumemtando) e fingem que nada está acontecendo. Lamentável chegar aos 50 anos nessa derrocada e com notícia tão mentirosa. A ação de intervenção que o diga! Espero que o comentário não seja apagado e exigimos direito de resposta.

  7. Simone mattos

    O reitor esqueceu de dizer que o Unifieo possui nota 4 na maioria dos cursos em função do empenho de seus professores mestres e doutores, que foram demitidos por reivindicarem seus salários. Espero que o Unifieo cumpra com a sua obrigação, pagar os salários e as verbas rescisórias dos que mais contribuíram paras as excelentes notas com o MEC.

  8. Ceza Ribeiro

    Como ex aluno do UNIFIEO, só tenho a lamentar essa situação. O fato é que sendo administrado por pessoas ultrapassadas, sem visão de futuro, a Instituição chegou onde chegou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.Campos obrigatórios são marcados *

*

Para topo
dapper_thanh