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Aprende-se online?

O mergulho na realidade virtual é irreversível. Não há quem deixe de recorrer aos “mobiles” na rotina de cada dia, sobretudo os celulares e smartphones. Há quem assegure que o computador tradicional, com suas telas cada vez maiores, deixará de ser utilizado dentro em breve.

A vida se torna intensamente digitalizada. E a educação não poderia deixar de se valer desse recurso. Por isso é que a virtualização do ensino e aprendizado se converteu em tema recorrente. Tudo pode ser aprendido pela internet. Tocar instrumento musical, pontos de tricô ou crochê, noções de programação. Para isso servem as plataformas Udemuy, eduK e Coursera, por exemplo. Apesar disso, há quem diga que o aluno não se mantém vinculado ao curso. Abandona depois de um tempo, sem extrair dele o aproveitamento que se esperava.

O fato é que os MOOCs vieram para ficar. A sigla em inglês significa “Cursos online, abertos e massivos”. Abrigam aulas em vídeo, quase sempre acompanhadas de um fórum de discussão entre alunos, listas de exercícios corrigidos pelos próprios aprendizes. É a fórmula encontrada para resolver o principal problema da educação presencial, que é o professor fisicamente presente.

O sistema permite atingir escala que não seria possível nas vias tradicionais. Milhares de pessoas podem acessar o conteúdo e voltar a ele quando quiserem. No Brasil, 89% dos brasileiros conectados acessam a rede via smartphones e o computador é usado por 65% dos internautas. Há aulas que não são acessíveis por um celular.

A “geração zero” da educação pela internet mal começou a usar o vídeo. O potencial aberto com a digitalização é enorme. Se o Netflix, ao se servir de tecnologias como o Big Data, consegue analisar informações sobre o comportamento de quem assiste suas atrações, as startups de educação online também poderão prevenir a evasão.

Existe a possibilidade de adoção de robôs de conversa, munidos de inteligência artificial e aptos a tirar dúvidas e testar o aprendizado do aluno.

É claro que a escola continuará a existir. Ninguém quer seu fim. Mas ela terá de recorrer a esse arsenal imenso, que a criança e a juventude sabem usar com desenvoltura e sem o qual já não conseguem viver.

A escola está desafiada a se reinventar. Nunca mais será como foi um dia.

Sobre José Renato Nalini

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