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Como devo agir diante de um ataque de fúria do meu filho em locais públicos

Como devo agir diante de um ataque de fúria do meu filho em locais públicos ou se ele chuta quando não é atendido?

A reação dos adultos diante do choro, da birra e do esperneio é o que determina se a cena vai se repetir com frequência ou não. A primeira sensação que se tem é a de vergonha pelo escândalo em público, mas isso não ajuda em nada. O importante é manter a calma e lembrar que ser mãe/pai não é fácil. É preciso deixar de lado sua própria frustração e educar.

Os bebes e crianças testam limites e tentam não só com o choro, mas, com outros artifícios ganhar o que se quer. Alguns sentem raiva quando o desejo não é atendido prontamente. Desde bebê é possível ensinar a esperar um pouquinho para ter suas necessidades saciadas, como a não ficar o tempo todo no colo que mais gosta, brinquedos e etc.. Assim, quando contrariada em outras questões, a criança terá mais tolerância.

Em minhas palestras “Escola de Pais – Gilson Biondo” eu normalmente pergunto aos pais se conhecem a lei da palmada – Muitos levantam as mãos e afirmam que sim, e é nesse momento que os surpreendo e digo que a lei da palmada não existe… o que na verdade confundem com a “Lei Menino Bernardo” que se refere à lei brasileira que visa proibir o uso de castigos físicos ou tratamentos cruéis ou degradantes na educação de crianças e adolescentes.

Claro, que não estou incentivando a bater na criança, mas sim, a educar com bons diálogos e principalmente com exemplos de vida, pois, as crianças são exatamente o que veem e aprendem em casa.

O que fazer nestes casos?

Com o tempo, as crianças passam a gritar, se jogar no chão, chutar ou bater nas pessoas ou nos móveis e, algumas vezes, até se agredir. A agressividade pode vir de um modelo que se tem em casa ou de um amiguinho ou priminho que consegue o que quer fazendo escândalo. Quando a criança percebe que seu desejo é atendido após a crise de raiva, ela aprende que a crise leva à obtenção do que ela deseja. Contudo, é a partir da reação dos pais que determinará se as crises continuarão ou não.

Se a mãe diz que não vai comprar um brinquedo, mas acaba cedendo ao berreiro armado no meio da loja, por vergonha ou dó, o pequeno vai entender direitinho a mensagem: birra funciona! E, seguindo este caminho, mais do que sofrer durante a infância de seu filho, você corre o risco de criar um adulto incapaz de lidar com o “não” e as frustrações.

Na hora da crise de raiva, se for possível, os pais devem sair de perto da criança. Assim, eles têm uma chance de respirar fundo, se acalmar e tomar uma decisão mais consciente. Nas situações em que ela não pode ser deixada sozinha, tire-a do ambiente – é o caso, por exemplo, de uma loja de brinquedos.

Seja firme, mas não tente falar mais alto. “É preciso dialogar com muita paciência, amor e carinho nessas horas. Ofereça conforto dizendo ‘percebi que você está bravo, mas vamos nos acalmar para eu entender’. O embate de quem grita mais alto vai formar um ciclo de raiva sem crescimento algum”. E se a crise de raiva colocar em risco a integridade física da criança ou de outra pessoa, é dever dos pais contê-la fisicamente. Mas atenção: isso é diferente de bater!

Por fim, me coloco a disposição a ajudar em qualquer orientação, palestras, duvidas ou dificuldades que venham a ter na criação dos pequenos. Mande também suas perguntas ou sugestão de novos temas para a coluna no e-mail gilsonbiondo@gmail.com ou pelo whatsapp (11) 99119 3030. Que sua família seja muito abençoada e acima de tudo, feliz!

Sobre Gilson Biondo

Conselheiro Tutelar e é palestrante em todo Brasil sobre Promoção, Prevenção e Garantia de Direitos na área da Criança e do Adolescente, mas, tem formação como Psicanalista Clinico, Administrador de Empresas, Bacharel em Teologia e é Escritor de 37 livros. No terceiro setor atua como Diretor-Conselheiro voluntário na ACM (Associação Cristã de Moços), como Diretor Social e Cultural voluntário da APFESP (Associação Pró-Família do Estado de São Paulo) e tem um projeto humanitário e evangelístico nos 32 vilarejos mais pobre do Brasil no sertão brasileiro. Para entrar em contato com ele: www.gilsonbiondo.com.br ou www.facebook.com/gilsonbiondo

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