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Conrado Soares o poeta da sobrevivência

O poeta entrega nos semáforos de Osasco uma poesia sobre o atual momento do país

Nossa equipe de reportagem estava a caminho de uma pauta quando parou em um semáforo da Salem Bechara com a avenida dos Autonomistas no centro de Osasco. Num dia nublado, encontramos Conrado Soares no semáforo entre centenas de carros que passam pelo cruzamento pedindo uma ajuda para sustentar sua família.
O que nós não sabíamos é que aquele era o primeiro dia de Conrado nas ruas da cidade de Osasco. “Minha carreira artística ainda é curta, quando eu tinha entre 19 e 20 anos, fiz esse tipo de trabalho divulgando minhas poesias por Piracicaba (que era onde eu morava), Americana, Santa Barbara d’Oeste, Sumaré e Campinas. Na época eu era bem juvenil e escrevia apenas por gostar e também para fazer um dinheiro extra.”
O tempo passou, Conrado se desenvolveu profissionalmente, deixou as poesias de lado e abriu uma empresa de Móveis e Design. Mas naquelas rasteiras que a vida dá, o poeta que virou empresário teve seu patrimônio desfigurado e precisou voltar para as ruas. “Ao invés de cair em depressão, vendo tudo que eu trabalhei ser perdido, dos prejuízos que levei de gente desonesta nesse tempo que tive minha empresa, da falta de caráter das pessoas, decidi fazer o que sei para tentar tocar as pessoas.”
Atualmente com 28 anos, Conrado encontrou na poesia a forma de voltar a viver dignamente. “Eu voltei a fazer esse tipo de trabalho, por necessidade e como uma forma de protesto.”
O protesto do poeta se dá também pela atual situação do Brasil. “Estou cansado de ver toda essa palhaçada que fazem com nosso povo e o problema é que a maioria das pessoas não enxergam que são elas mesmas que permitem isso. Assim mato dois problemas com uma cajadada só, a falta de dinheiro e tentar fazer algo de útil para o nosso Brasil.”

Sobre Robson Donizete

Um comentário

  1. Geison de Morais

    Parabéns ao Jornal por ter apresentado a história deste rapaz, isso acabou se tornando uma coisa comum nas grandes cidades, eu estava em Belo Horizonte dias atrás e o que tem de pessoas por lá nos semáforos. O Brasil precisa virar essa página logo para trazer dignidade a esse povo.

    Enquanto isso não ocorre o que mais vejo são dezenas de pessoas saindo do Brasil.

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