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Da infância para a adolescência – A Transição

A adolescência é um segundo nascimento, se é que posso dizer assim. Este é um momento de transição absolutamente impactante na vida de todos. Mas não é apenas a transformação social que impactará há quem está iniciando essa nova fase, pois, envolve inúmeras mudanças físicas, psicológicas e emocionais.

De acordo com a legislação brasileira, a constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), considera-se criança a pessoa até 12 anos de idade e adolescente aquela entre 12 e 18 anos de idade incompletos. Ambos são reconhecidos como sujeitos de direitos e pessoas em condição peculiar de desenvolvimento.

Quando pensamos em adolescência temos que nos atualizar, uma vez que, a adolescência comparada a década de 80 é muito diferente de hoje. Naquela época os adolescentes viviam um desejo imenso de chegar aos 18 anos, pois, as privações eram inúmeras do ponto de vista que todos nos diziam… não pode isso ou aquilo… calma, o seu tempo vai chegar… nos diziam que muitas coisas que aprendíamos não serviam para o já, mas no futuro descobriríamos como seria importante, entre tantas coisas, e hoje praticamente tudo é permitido e de informação acelerada.

Na atualidade, sem perceber transformamos a agenda da criança numa mega, power, blaster rotina intensificada de milhares de compromissos do tipo – vai para a escola as 6hs da manhã e ao sair vai para o inglês, depois judô ou balé, futebol, natação, terapia psicológica, etc.

Contudo, a pressão aumenta quando este adolescente enfrenta seus desafios e tem pouco dialogo em casa. O exemplo disso é quando passa por problemas pessoais do tipo bullying, perseguição e até a não aceitação nos ciclos novos de amizades. Consegue imaginar este universo de altos e baixos? Claro que conseguimos imaginar, porém, esquecemos como isso era conflitante para nós.

Imagine as inúmeras turbulências que envolvem o universo deste “agora adolescente”, tendo em vista que ao final do ensino fundamental ele é o maior em estatura, o veterano daquele ciclo e até referência para os iniciantes pequeninos. Acontece que na transição tudo aquilo que lhe trazia segurança desmorona e quando percebe ele é o iniciante no ensino médio e agora precisa rapidamente se colocar numa postura referendando seu comportamento no comportamento de outros.

No entanto, são fases especiais, de plenas descobertas e de formação das referências e valores, e por isso é extremamente importante a presença dos pais nesta etapa da vida. Fazer a transição entre estes dois momentos da vida provoca um turbilhão de transformações, que fazem parte do processo de amadurecimento físico e emocional importante para a construção do adulto.

O crucial neste processo é manter bons relacionamentos entre a família e, é indispensável que os pais participem integralmente da vida dos filhos em todas as esferas, assim poderá garantir um futuro seguro, de mente sã e bom equilíbrio emocional. Tenha um dia Abençoado.

 

CONTINUA…

Sobre Gilson Biondo

Conselheiro Tutelar e é palestrante em todo Brasil sobre Promoção, Prevenção e Garantia de Direitos na área da Criança e do Adolescente, mas, tem formação como Psicanalista Clinico, Administrador de Empresas, Bacharel em Teologia e é Escritor de 37 livros. No terceiro setor atua como Diretor-Conselheiro voluntário na ACM (Associação Cristã de Moços), como Diretor Social e Cultural voluntário da APFESP (Associação Pró-Família do Estado de São Paulo) e tem um projeto humanitário e evangelístico nos 32 vilarejos mais pobre do Brasil no sertão brasileiro. Para entrar em contato com ele: www.gilsonbiondo.com.br ou www.facebook.com/gilsonbiondo

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