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Devo intervir quando o caçula bate no irmão mais velho?

Antes de responder a mais uma pergunta do Blog: Escola de Pais – Gilson Biondo, agradeço a todos que compartilham suas dúvidas e aos queridos leitores do Blog e da Coluna deste maravilhoso Jornal o Correio Paulista.

Pois bem, muitos pais sofrem por não saber o que fazer diante das milhares de situações novas. A cada dia parece surgir um novo ciclo ou novos desafios na educação dos pequenos, em casa por exemplo, chamamos de “nova fase” referente as novidades que nos surpreende no crescimento dos filhos, contudo, independente do que seja ou do que chamemos necessitamos ter sempre muita paciência e raciocínio logico para vencer as etapas.

Então, voltemos ao tema – Devo intervir quando o caçula bate no irmão mais velho?

Sim, pois a agressão física não deve ser tolerada. É importante para a criança aprender a expressar a raiva ou o ciúme usando as palavras. É importante que os sentimentos sejam transformados em palavras, e não em tapas. No caso de um bebê menor de 2 anos, os pais devem segurar sua mão e dizer que não pode bater, mostrar que o irmão está triste e que machuca. Em vez de dizer à criança que ela “tem de” gostar do irmão, o correto é sentar e tentar entender o que está acontecendo e explicar que você também sente ciúme, que é normal, mas que nem por isso sai estapeando os outros.

Quando adolescentes, os irmãos tendem a brigar menos entre si, principalmente se os pais dão conta de reprimir situações de discórdia antes que elas aconteçam, é importante estabelecer um canal de diálogo com os filhos.

Administrar o relacionamento entre os filhos, seus desejos e, principalmente, seus humores não é fácil. Muitas vezes, os pais sentem-se culpados por não conseguir manter a paz entre os irmãos, por mais que tentem. Mas, é muito importante que os pais sejam pacificadores, pois, se agirem com brutalidade e gritos, as crianças farão o mesmo entendendo que é daquele jeito que se resolve as coisas. Portanto, o segredo para tudo é paciência e muita calma.

Devo Punir?

A punição deve ser muito criteriosa. Não adianta bater ou castigar severamente um filho agressor, porque, assim, os pais estão reafirmando um mau comportamento. Sob ameaça, ele para, mas, quando os pais virarem as costas é certo que a criança fará novamente.

A melhor maneira de vencer todas as etapas na educação e criação dos filhos é estar juntos, acompanhar de perto, investir tempo, dedicação, dialogo e muito amor. Caso contrário crescerão como estranhos ou até mesmo sem vínculos afetivos nenhum. É muito saudável e importante ser amigo dos filhos, mas, primeiramente, ser pais. Existe uma confusão em ser pai e ser amigo, pois, amigos não exercem autoridade sobre amigo, os pais sim.

Faça o melhor para manter a paz dentro do seu lar, não ignore as pequenas coisas, não permita um ambiente de discórdia e agressividade, mantenha-se firme nas decisões e as faça com sabedoria não protegendo somente um dos lados. Nós “pais” somos os únicos que podemos estabelecer um futuro promissor de amor e paz em nosso lar. É possível educar sem violência e amor e, este é o desafio da semana. Que seu dia seja muito abençoado!

 

Sobre Gilson Biondo

Conselheiro Tutelar e é palestrante em todo Brasil sobre Promoção, Prevenção e Garantia de Direitos na área da Criança e do Adolescente, mas, tem formação como Psicanalista Clinico, Administrador de Empresas, Bacharel em Teologia e é Escritor de 37 livros. No terceiro setor atua como Diretor-Conselheiro voluntário na ACM (Associação Cristã de Moços), como Diretor Social e Cultural voluntário da APFESP (Associação Pró-Família do Estado de São Paulo) e tem um projeto humanitário e evangelístico nos 32 vilarejos mais pobre do Brasil no sertão brasileiro. Para entrar em contato com ele: www.gilsonbiondo.com.br ou www.facebook.com/gilsonbiondo

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