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Em off

Crise do lixo

O prefeito Rogério Lins está inconformado com a interdição do Lixão de Osasco; área denominada como aterro sanitário. A gravidade da situação é que toda a cidade está desde ontem, quinta-feira, sem o recolhimento de lixo. É visível sacos amontoados pelas calçadas. Uma grave crise que já vem desde o primeiro governo Emidio de Souza, que passou por Jorge Lapas e acabou com a interdição nesse governo atual. De acordo com informações, o setor jurídico da prefeitura está tentando, através da justiça uma liminar para temporariamente resolver essa questão.

 

Liminar ainda é a esperança

No entanto, a causa  de toda a situação está nas 140 famílias que estão morando bem ao lado da área interditada. De acordo com levantamentos feitos  pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, o risco de um deslizamento é eminente.  E se ocorrer, fatalmente irá atingir as moradias. Esse seria o fator de complicação para a justiça conceder a liminar para a coleta voltar.  A solução emergencial seria a remoção imediata das famílias, papel a ser desempenhado pela Secretaria de Habitação, assim que houver acordo e aceitação por parte dos moradores afetados e que certamente será por determinação judicial.

 

Acordo desfeito 

Para Rogério Lins um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) feito na administração passada não foi cumprido por Jorge Lapas. Ainda em janeiro, poucos dias após sua posse,  já estava reunido com membros do MP e com o secretário do Meio Ambiente quando conseguiu um  prazo. “Da reunião ocorrida em janeiro, todas as exigências foram cumpridas. E agora causa estranheza essa atitude sem nenhum aviso prévio”, disse o prefeito. Quanto às famílias, já houve o cadastramento e a remoção. Essa remoção é gradual e está dentro do prazo fixado na reunião de janeiro. “A prefeitura está tomando todas as providências cabíveis para retomar a coleta de lixo e estamos muito preocupados com essa situação”, disse Lins numa coletiva na manhã de ontem.

 

Recado 

Na tarde de ontem, um vídeo transmitido nas redes sociais  diretamente do aterro sanitário, o prefeito falou das dificuldades para  solução rápida de algo que vem tendo problemas desde a administração anterior. Lins aproveita e manda um  recado à empresa Eco Osasco, responsável pela coleta e manutenção do aterro. “Nossa posição é que o serviço de coleta seja restabelecido ainda hoje”. Na ausência de uma liminar Lins fala da responsabilidade da empresa para a retirada do lixo na cidade. “Hoje até o final do dia, a empresa Eco Osasco tem que ter o compromisso de restabelecer a coleta de lixo. Caso não ocorra estaremos tomando todas as medidas para suspender parcialmente, ou totalmente, a concessão dessa PPP (Parceria Público Privada) que cuida do lixo em nossa cidade”, ameaçou o prefeito.

 

Baixa  

E o Dr. Alexandre Bussab não resistiu a pressão interna de sua pasta; a Secretaria de Industria, Comércio e Abastecimento (SICA). Na tarde de terça-feira, redigiu às pressas um documento onde pediu sua exoneração. Foram pouco mais de cem dias à frente da pasta que cuida da indústria e do comércio da cidade e ainda do abastecimento.  Seu objetivo agora é coordenar um projeto de expansão do comércio exterior e serviços. Ou seja, trazer mais investimentos para Osasco e abrir portas aos empresários para exportação.  Sem perder tempo, Bussab viajou ontem, quarta-feira, para Portugal. Além do merecido descanso, vai pesquisar projetos que podem ser viabilizados por aqui.

 

Praticamente sem volta 

Tudo preparado para a tentativa de  cassação política do vereador de Santana de Parnaíba Dr. Rogério (PCdoB). Concluída, na quarta-feira, 19, na antessala do auditório Antônio Branco, a audiência de instrução do processo de cassação do vereador.  Essa fase do processo foi dividida em duas audiências, em razão da ausência de algumas testemunhas na primeira fase. Vale lembrar que o vereador Dr. Rogério foi denunciado pela munícipe Cátia de Paula Cristiani, sob a alegação de que o parlamentar teria viajado de férias para o litoral paulista utilizando-se de veículo de uso exclusivo da Câmara Municipal, o que não é permitido por Lei. Passadas todas as fases, prevista para maio,  a Comissão deverá elaborar um relatório final e submeter ao Plenário da Câmara, que poderá pedir a cassação do vereador.

 

Vereadores reduzem assessores pela metade 

Na ultima  sessão ordinária da Câmara Municipal de Osasco, os vereadores aprovaram por unanimidade a redução do quadro de assessores. Essa medida, apesar de contrários, foi tomada após a visita do promotor público Gustavo Albano, responsável pela Operação Caça Fantasmas, que no final do ano desencadeou o pedido de prisão de 14 vereadores. “Apenas um cargo deve ser de nomeação política; o de chefe de gabinete. O restante, todos deverão ser através de concursos”, disse Albano. Os comentários  seguintes  após a saída do promotor foi de insatisfação por parte dos senhores edis. Antes os cargos chegavam a 20 para cada um. Em novembro num acordo com o MP o então presidente Jair Assaf reduziu para 16. E agora aprovado em primeira discussão a redução foi de 50%. Ou seja, apenas oito assessores. Tudo decidido numa reunião ocorrida na quarta-feira, dia 12, que durou mais de duas horas.

 

Rebeldia

Insatisfeitos com determinadas posturas, por parte do Executivo municipal, nove vereadores estão tornando público que a partir de agora serão independentes nas decisões tomadas em projetos a serem apresentados pelo prefeito Rogério Lins. Na realidade, dois vereadores já estavam na oposição; os do PDT:  Alex da Academia e a Dra. Regia Sarmento. Somam-se agora Jair Assaf (PROS), Toniolo (PCdoB), Claudio da Locadora (PV), Tinha Di Ferreira (PTB), Josias Nascimento (PSD) e os tucanos Didi e De Paula. “Essa decisão não é para votar contrário aqui na Casa. É para dar liberdade nas nossas decisões”, justificou o decano Jair Assaf. Para ter projetos aprovados  são necessários no mínimo 14 vereadores. Com tal decisão Rogério Lins tem agora apenas 12 edis. Uma complicada situação para ser resolvida pelo prefeito.

Sobre Nilson Martins

Nilson Martins é paulista, natural de Manduri. Iniciou carreira jornalística em 1977. Seu primeiro jornal foi o Grande Osasco, depois passou por vários periódicos como Diário da Região, A Rua, Tribuna Popular, Tribuna da Região, TV Esporte Mais, TV Cidade e atualmente Correio Paulista e TV Osasco. Proprietário do site QG Notícias.

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