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Erros que resultam em tragédia por falta de diálogos com os filhos

As vezes como pais temos sempre a impressão de que os nossos filhos são muito novos para discutirmos determinados assuntos. Tememos tocar em assuntos por medo de acionarmos o botão da curiosidade ou até mesmo de dar a impressão de permissividade.

Acontece que a cada dia que passa vemos um mundo diferente do que era antigamente, hoje tudo está acelerado, tudo muito precoce. As crianças vivem e crescem num mundo de informações e descobertas instantâneas. As conexões virtuais deram acesso ilimitado a tudo que desejam conhecer e descobrir, e o pior, num mundo silencioso e sem intervenções, pois, a maior parte dos pais não consegue acompanhar o ritmo frenético por terem que se preocupar e se ocupar com milhares de tarefas no dia a dia.

Contudo, a quantidade de informações e as expertises das crianças e adolescentes são limitadas e no que realmente precisam ser conhecedores e inteligentes, acabam errando. Podem ser muito bons em algumas coisas, mas, acabam desconhecendo outras mais importantes.

Veja o que me aconteceu nestes dias atrás ministrando uma palestra para adolescentes em uma escola da cidade. Em um determinado momento de minhas palestras faço questão de apresentar dados sobre doenças sexualmente transmissíveis (DST) são doenças causadas por vírus, bactérias ou outros micróbios que se transmite, principalmente, através das relações sexuais sem o uso de preservativo com uma pessoa que esteja infectada, e geralmente se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. Numa destas ocasiões eu mostrava que em 2015 nós tivemos mais de 1.546.000 de casos registrados de gonorréia, e para minha surpresa uma adolescente levanta a mão a fim de falar, e pergunta – O que é gonorréia?

Aí eu me pergunto? Como deixamos isso acontecer? Obviamente milhares de adolescentes como esta garota não tem o conhecimento do que significa prevenção e cuidados com a saúde sexual. Mas, Gilson se eu falar sobre isso com minha filha de 10 anos vai despertar a curiosidade dela! Pois é, por falta de diálogo é que temos centenas de crianças de 11 anos gerando filhos. Adolescentes de 15 e 16 anos com 3 filhos.

Esses dias a Silvia da Associação Pro Família me perguntou se eu sabia por que não existia mais caça às bruxas, fiquei pensando e não soube responder, então me disse que o fato é por que ninguém mais acredita em bruxas. Assim, estão acontecendo com os pedófilos, com a alienação parental, abuso sexual infantil e exploração.

Fantástica a colocação, então, vamos usar esta alusão para nosso tema de hoje… será que estamos deixando estas novas gerações acreditar que não precisamos de planejamento familiar e que não precisam de proteção e cuidados?

Veja bem, reflita na seguinte pergunta:

Qual foi a última vez que você viu uma campanha (séria) contra a AIDS? A AIDS em 2015 teve 1.100.000 casos registrados.

Qual foi a última vez que você viu uma campanha contra DST (gonorréia e sífilis)? A Sífilis e a Gonorréia juntas somaram mais de 3 milhões de casos registrados.

Por fim, gostaria de compartilhar um pouquinho do que vivo, sinto e vejo no meu dia a dia. Acho que cometemos muitos erros por conta dos dias sufocantes de trabalhos e as milhares de tarefas que temos que cumprir na vida diária, mas, precisamos muito nos atentar para os diversos males que rodeiam os nossos filhos. DIÁLOGO é a solução de tudo. Preste atenção em tudo ao redor e as mudanças de comportamento. Nudes é o nome que se dá para mensagens, fotos e vídeos pornográficos enviados por celular, e infelizmente isso não respeita sobrenome, classe social e condições de educação, pois, já recebi crianças de 8 anos de idade em tal prática, portanto, todo cuidado é pouco para manter seus filhos protegidos.

DIÁLOGO… é a melhor solução, a melhor prevenção e a melhor conexão que qualquer ser humano pode ter. O diálogo gera relacionamento e pode ser baseado em confiança e amor. Quem ama educa! Pense nisso e que Deus proteja nossas famílias.

Sobre Gilson Biondo

Conselheiro Tutelar e é palestrante em todo Brasil sobre Promoção, Prevenção e Garantia de Direitos na área da Criança e do Adolescente, mas, tem formação como Psicanalista Clinico, Administrador de Empresas, Bacharel em Teologia e é Escritor de 37 livros. No terceiro setor atua como Diretor-Conselheiro voluntário na ACM (Associação Cristã de Moços), como Diretor Social e Cultural voluntário da APFESP (Associação Pró-Família do Estado de São Paulo) e tem um projeto humanitário e evangelístico nos 32 vilarejos mais pobre do Brasil no sertão brasileiro. Para entrar em contato com ele: www.gilsonbiondo.com.br ou www.facebook.com/gilsonbiondo

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