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“Estão criminalizando a política”, diz o deputado Valmir Prascidelli

O deputado federal de Osasco disse que é preciso cuidado para analisar as delações da Odebrecht da lava jato. Para Valmir estão criminalizando a política, para ele é preciso cuidado para não colocar todos no mesmo patamar. O deputado acredita que o PT voltará a crescer em Osasco

O deputado Federal Valmir Prascidelli (PT), que nas eleições de 2016 foi candidato a prefeito por Osasco, será candidato à reeleição a deputado federal no ano que vem. O deputado faz parte hoje de diversas comissões permanentes, entre elas, Comissão de Constituição e Justiça e da Comissão de Trabalho. Das comissões temporárias, Valmir faz parte da Reforma Política e da Medida Provisória.O deputado integra também o Centro de Estudos Estratégicos.

Como recuperar a credibilidade dos políticos após a delação dos proprietários da Odebrecht?
Não dá para tratar essas denúncias, como uma relação de corruptos e corruptores são denúncias que foram feitas e foram abertos inquéritos, a justiça vai apurar cada caso. Obviamente que entre os denunciados devem ter corruptos. Não podemos generalizar. Há uma construção por um setor da sociedade que envolve o judiciário, a imprensa e o setor financeiro do país que querem desestabilizar a política e os políticos. Enquanto batiam no PT, não havia um grande escândalo, as pessoas não se escandalizavam, mas quando começou a envolver outras pessoas, outros partidos, ai começou a se escandalizar. Eu acho também que o parlamento precisa reagir. Estão querendo criminalizar a política. Será que ninguém no Judiciário comete crime? Será que todo mundo do Judiciário é santo? Será que todo mundo do Ministério Público é santo? Será que não há ilícitos nas relações do MP e do Judiciário? Será que o sistema Financeiro Brasileiro não cometeu ilícitos? Será que a grande imprensa não tem nenhum envolvimento nisso? As pessoas precisam refletir um pouco sobre.

O senhor é candidato à reeleição, com este novo cenário na política, no qual muitos políticos estão envolvidos na Operação Lava Jato, o senhor acha que políticos que passarem sem serem citados por esta avalanche de acusações, terão algum benefício junto aos eleitores?
Nós precisamos fazer um debate programático, um debate de ideias, mostrar o que cada candidato pensa para o exercício do mandato. Temos que buscar alternativas para acabar com qualquer tipo de desvio. Não podemos permitir que os juízes tenham salários acima do que é permitido pela a constituição.

O senhor é critico com relação a reforma da previdência, por quê?
Não é uma reforma que eles estão querendo. É um desmonte da nossa previdência social, é uma destruição do conceito de previdência que o Brasil te. Quando querem desconstruir esse conceito, nós temos que nos opor. Nós precisamos atualizar algumas coisas na previdência, mas não podemos dizer que o sistema dá prejuízo, não podemos cobrar a conta dessa atualização nas costas dos trabalhadores mais pobres. Há um claro acordo do atual governo com as empresas de previdência privada e com os bancos.

E a reforma trabalhista?
Nós queremos que as relações sejam fortalecidas entre empresas e trabalhadores, mas nós queremos que sejam preservados os direitos históricos. Os direitos foram conquistas importantes do trabalhador, como por exemplo, as 44 horas semanais, o direito de férias, o 13º salário, a licença maternidade, entre outros. Não podemos destruir essas conquistas em função de um interesse econômico. Esse negócio de que essa reforma vai servir para retomar a economia é uma mentira. Como a economia vai crescer com a retirada de direitos dos trabalhadores?

Quais emendas o senhor conseguiu trazer para Osasco como Deputado Federal?
As emendas que cada deputado apresenta têm limitações, pelas as regras estabelecidas. Mas todos os anos desde que eu assumi o mandato, eu tenho apresentado emendas aqui para a cidade de Osasco. Somando as minhas solicitações já deu por volta de R$ 3,5 milhões para a área da Saúde, R$ 3 milhões para infraestrutura, além de recursos para Cultura e Esporte. Conseguimos emendas para a construção da Unifesp, fiz uma indicação de R$ 1 milhão em 2016 e mais R$ 1 milhão este ano. Ajudei a AACD e a AMME. Nós conseguimos trabalhar junto aos demais deputados do Estado de São Paulo, uma emenda para a construção da terceira ponte que liga a zona norte à zona sul.

O PT municipal voltou a ser o que era antes com a eleição do Aguimarães?
A nossa expectativa é que o PT retome a sua atuação na cidade, reorganize sua direção no sentido propositivo, tanto no ponto de vista da melhoria de gestão interna como externa, aumentando o diálogo com as pessoas. Precisamos ter uma altivez maior.

O senhor é crítico ou a favor do governo Rogério Lins?
Meu papel como deputado federal é de poder contribuir quero ser um instrumento que possa ajudar a nossa cidade. Eu quero manter o máximo possível de um diálogo institucional com ele.

“Em tempo”
Nesta semana o deputado esteve com Rogério Lins reunido para acertar detalhes sobre a construção da Universidade Federal no bairro da Cidade das Flores.

Sobre Robson Donizete

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