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Jardim de Chuva

O verão é, de longe, a estação mais aguardada pelos brasileiros. Dias mais longos e temperaturas elevadas são as principais características dessa época, que estimula encontros em espaços coletivos, públicos e privados. Em boa parte do território brasileiro, exatamente onde é adotado o horário de verão, o sol insiste em ficar um pouco mais, esticando as tardes e favorecendo seu melhor aproveitamento. Mas como nem tudo são flores, a estação preferida da maioria também traz consigo algumas adversidades. Além do calor extenuante que incomoda muita gente, a principal delas é o excesso de chuvas que, dependendo do tipo de precipitação, pode provocar inúmeros problemas e prejuízos. Alagamentos, enchentes, deslizamento de encostas e morros, quedas de árvores e cortes no abastecimento de serviços de energia são apenas alguns exemplos.

Em uma região metropolitana como a Grande São Paulo, onde vivem mais de 20 milhões de pessoas e o ordenamento urbanístico é deficitário ou mesmo inexistente, a chegada do verão costuma tirar o sono de muita gente. A qualidade de vida, já comprometida com o excesso de impermeabilização do solo e reduzida cobertura vegetal, costuma piorar bastante nesse período. E nesse cenário de condições ambientais fragilizadas, a busca por soluções é desafio permanente não apenas de gestores públicos e políticos, mas de toda a sociedade. E todo tipo de iniciativa, por menor que seja, pode representar uma contribuição importante para os problemas coletivos.

É o caso, por exemplo, dos “jardins de chuva”, espaços concebidos para auxiliar no sistema de drenagem, que recebem parte das águas e formam poças que se infiltram gradualmente no solo. São também chamados de sistemas de biorretenção porque utilizam a atividade biológica de plantas e micro-organismos para remover os poluentes das águas pluviais. Como algumas experiências em torno dessa matéria têm chamado a atenção, principalmente em virtude do engajamento social que elas têm promovido, esse é um tema apropriado para recomeçar a coluna em 2018. Trataremos disso, portanto, na próxima oportunidade.

Sobre Oscar Buturi

Oscar Buturi é natural de Osasco. Arquiteto e urbanista, especializado em gestão pública municipal, atua no setor público desde 2005. Foi secretário nas áreas de meio ambiente, mobilidade urbana e comunicação social. Também atuou nas áreas de relações institucionais e obras. Escreve no Correio Paulista desde 2014.

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