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Mais de 32 mil objetos são perdidos nas Linhas 8 e 9

Com a correria da vida em São Paulo, basta olhar em em volta para ver alguém procurando algo perdido. Isso é tão normal que quase todo mundo conhece o ditado: “só não esquece a cabeça porque está grudada ao pescoço”. Nas estações da CPTM não é diferente. Só em 2017, foram achados quase 78 mil itens nas seis linhas, ante 72,5 mil contabilizados em 2016.
Se você acha que um manequim é grande e ninguém consegue perdê-lo, está enganado. Além deste, há outros artigos inusitados na Central de Achados e Perdidos, como pneus, próteses dentárias, gaiola e, acreditem, um drone.
2017 registrou mudanças no pódio em relação ao ano anterior: a Linha 9-Esmeralda, com 16.370 itens perdidos, ultrapassou a campeã 12-Safira. Já a Linha 8-Diamante subiu do 3º para o 2º lugar, com 15.700 objetos esquecidos. A Linha 12 caiu e ocupa agora o 3º posto, com 14.465 artigos computados.
A Linha 11-Coral, a mais movimentada, continua em 4º lugar no ranking, com 13.520 itens perdidos, com um detalhe: 8.490 eram documentos. A Linha 7-Rubi manteve-se em 5º na classificação, mas com redução no número de objetos perdidos: 10.400. O mesmo aconteceu com a Linha 10-Turquesa, que também registrou queda em relação a 2016, com 7 mil itens esquecidos.
Do total de objetos encontrados nas dependências da CPTM, a média de devolução gira em torno de 40%. O trabalho intenso dos funcionários da Central de Achados e Perdidos é fundamental para isso, já que 70% das devoluções são feitas devido a investigação minuciosa e contato ativo feito pelos funcionários. Apenas 30% das devoluções ocorrem por iniciativa do proprietário.
Eliete Cury, chefe do Serviço de Atendimento ao Usuário da CPTM, conta que quando os itens chegam à Central, passam por uma triagem, em que são separados objetos, valores e documentos que podem indicar formas de contato com o proprietário, seja por telefone, e-mail ou carta. Depois, são cadastrados e guardados.
Todos os objetos entregues na Central ficam armazenados por até 60 dias. É neste tempo que os empregados atuam para achar o dono e, quando estes não são localizados, os itens são encaminhados para o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, entidade social mantida pelo Governo do Estado.
A instituição já foi beneficiada com roupas e brinquedos, entre outros itens. No caso dos documentos, a maioria é devolvida aos órgãos expedidores, e os cartões de banco são destruídos.

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