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Na hora de brincar, meu filho prefere bonecas e roupas de menina aos carrinhos e roupas masculinas. Há algum problema nisso?

A tentativa de implantação da Ideologia de Gênero no sistema de ensino e na sociedade em geral tem feito muita confusão na cabeça, não só das crianças, mas também dos pais. Muitos pais me procuram por não saberem o que e como fazer na hora de educar. É compreensivo que em meio ao tiroteio de informações pessoas fiquem atordoadas e sem saber o que fazer, no entanto, precisamos transformar informação em conhecimento. A Ideologia de Gênero diz que o homem e mulher são iguais, contudo, homens produzem hormônios masculinos e mulheres hormônios femininos e há questões psíquicas que diferenciam homens e mulheres, e, só mulher geram filhos, mas, enfim (falarei da Ideologia de Gênero na próxima coluna) por que hoje o intuito é responder e esclarecer à pergunta deste caro leitor.

Brincar exercita a fantasia e é a forma de descarregar no mundo imaginário tudo que se sente. Seria um retrocesso no relacionamento da família se por medo de errar os pais criassem proibições equivocadas aos filhos que muitas vezes só querem saciar a curiosidade e a criatividade. Brincar e fantasiar é uma das melhores coisas da infância, assim como, ler um bom livro e viajar na imaginação. É a escolha do brinquedo ou da cor que determina se uma criança é menino ou menina? NÃO! Claro que não!

Muitos meninos acabam brincando de boneca ou boneco, que nada mais é que o exercício de cuidar, mesmo que o façam com o ursinho de pelúcia ou qualquer outro brinquedo, fique tranquilo, pois, isso não mudará sua natureza. Os pais devem dar aos filhos a identidade de masculino e feminino, até pelo perfil físico do homem e da mulher. O homem não tem cintura, busto. As adequações são necessárias, não precisa unificar tudo, mas as diferenças de gênero devem ser respeitadas.

A orientação para quando o filho ou filha pedirem um brinquedo ou roupa que fujam do padrão do que deveria ser mais indicado a eles, é que os pais tentem entender as razões pelas quais a criança está querendo isso. Se você se sente inseguro para dar uma bola ou um carrinho para uma menina, vai passar essa insegurança. Se você se sente seguro, vai passar a segurança para a criança fazer suas escolhas. Agora, por exemplo, se o menino pede uma saia de bailarina, pode ser porque ele se interessa por balé. Aí você pode dar uma roupa masculina de balé. A criança projeta desejos e interesses nas escolhas que faz e é importante respeitar as decisões delas. Os pais devem criar um bom diálogo para saber porque a criança escolhe um personagem ou um tema e, assim, conhecer melhor o próprio filho.

É importante respeitar o estilo próprio da criança. Mas, se a família vai passear e sabem onde irão, exemplo, a uma festa ou a um parque, os pais devem orientar os filhos sobre o que usar. É uma questão cultural. A criança também não pode colocar a roupa que quiser. Deve-se dar opções, dentro do que a ocasião pede, para que a criança escolha. Isso é muito importante, pois ela aprende a tomar decisões.

Outro exemplo é em relação às cores. Há meninas que gostam de rosa, mas outras não, e os pais não devem forçar que isso aconteça. A cor não vai interferir em nada. Por algum motivo a criança fez alguma associação, ou se acha mais bonita com aquela cor, ou se sente mais confortável com outra roupa. Claro, às vezes por imitação, porque viu um amiguinho assim. Mas, mesmo pela imitação, ela vai descobrindo seu modo de ser. Às vezes o menino não gosta de jogar futebol e a menina gosta. E não tem problema nisso. A criança tem de passar por essas experiências.

Crianças adoram mexer com água, e vendo uma mini máquina de lavar de brinquedo não vai querer fazer uso? Assim como, uma mini cozinha de brinquedo, não vai querer imitar um máster chef? Eu, por exemplo, amo cozinhar e passo bom tempo na cozinha, obviamente, lavar a louça faz parte do processo… isso deixaria um homem menos homem? Ou seja, a criança tende a imitar os pais e tudo que vê ao redor, no entanto, depende de nós “pais” investir tempo em entender o universo infantil e fazer as orientações devidas aos pequenos.

 

Orientação

Os brinquedos não são determinantes para a sexualidade, pois a criança ainda pequena não sabe o que é de menino ou de menina. Esses conceitos são passados socialmente. A sociedade coloca que boneca é coisa de menina e bola coisa de menino e isso vai sendo passado à criança. O exemplo e o relacionamento serão os mais determinantes para que os filhos sejam e fiquem esclarecidos, mas, é o diálogo que será imprescindível para que a criança cresça sem imposições e medo. Como já disse, os pais devem dar aos filhos a identidade de masculino e feminino, até pelo perfil físico do homem e da mulher. A paciência e o diálogo ensinarão a criança ao caminho que deverá andar e com certeza isso fará uma enorme diferença em crescer e ser uma criança feliz.

Brinquedo não tem gênero: boneca e carrinho podem divertir meninos ou meninas… tenha um dia abençoado! Na próxima coluna falaremos sobre a Ideologia de Gênero. Abraços!

 

Sobre Gilson Biondo

Conselheiro Tutelar e é palestrante em todo Brasil sobre Promoção, Prevenção e Garantia de Direitos na área da Criança e do Adolescente, mas, tem formação como Psicanalista Clinico, Administrador de Empresas, Bacharel em Teologia e é Escritor de 37 livros. No terceiro setor atua como Diretor-Conselheiro voluntário na ACM (Associação Cristã de Moços), como Diretor Social e Cultural voluntário da APFESP (Associação Pró-Família do Estado de São Paulo) e tem um projeto humanitário e evangelístico nos 32 vilarejos mais pobre do Brasil no sertão brasileiro. Para entrar em contato com ele: www.gilsonbiondo.com.br ou www.facebook.com/gilsonbiondo

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