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O hexa passa pelos pés dos tricampeões da América

A Copa do Mundo da Rússia se aproxima e com ela cresce a expectativa pelo hexacampeonato. A Seleção Brasileira está confiante e joga um grande futebol. O trabalho da comissão técnica de Tite é muito bem feito, com estudo minucioso dos adversários e amplo conhecimento das características dos atletas que podem vestir a amarelinha. Desta maneira, seria maravilhoso ver Arthur e Luan, dois tricampeões da Libertadores pelo Grêmio, no grupo que irá ao Mundial.

O volante e o atacante fizeram grandes jogos na Libertadores, deram novo brilho aos olhos do torcedor tricolor e encheram de orgulho muitos outros brasileiros.

Para jogar uma Copa do Mundo não se deve contar apenas o momento, claro. Mas o histórico dos dois atletas mostra que a convocação para o Mundial de 2018 seria, simplesmente, o prêmio pelo que já fizeram em suas carreiras, muito além da grande temporada.

Arthur, destaque desde cedo na base do Grêmio e também na Seleção Sub-17, é um jogador tão genial, que precisou de apenas 45 minutos para domar os argentinos do Lanús na grande decisão pelo tri da América. A cada passo, a cada pique e a cada passe dado, Arthur conseguia se impor diante de um adversário amedrontado, apesar de jogar em casa, com o apoio de sua torcida. Será peça-chave de Renato Portaluppi para que o Grêmio dê trabalho no Mundial de Clubes, em busca do Bi nos Emirados Árabes. Ele terá alguns dias para se recuperar das dores no tornozelo e se chegar ao torneio 100% não tenho dúvidas de que o Grêmio, pelo menos, brigará de igual para igual pelo título.

Já Luan, campeão olímpico pela Seleção, é outro exemplo da qualidade e exuberância do jogador brasileiro. É habilidoso, corajoso, tinhoso quando preciso e um terror para as defesas adversárias. Que o digam os zagueiros de Barcelona-EQU e Lanús (que, aliás, ainda tentam pará-lo para evitar o segundo gol em La Fortaleza).

Com a camisa 7, também utilizada por Renato Portaluppi e Paulo Nunes, Luan conduziu o Grêmio ao título da Libertadores com o mesmo brilho. Atacante clássico, finalizador, libertador. A Seleção Brasileira te espera. Tite lhe aguarda. E o número às costas será o menos importante na Rússia.

Arthur e Luan estão prontos. Basta chamá-los. Aí é contigo, Tite!

E outros dois…

O goleiro Marcelo Grohe e o zagueiro Pedro Geromel são outros dois tricolores campeões da América com espaço na Seleção.

Grohe não fez apenas bonitas defesas durante a competição. Ele operou verdadeiros milagres e mostrou estar em grande forma. Se posiciona muito bem, é seguro. Um jogador de Copa do Mundo.

Já o campeão do tri vive um momento de glória. Muito querido pela torcida, “GeroMito”, “GeroDeus”, “GeroMonstro” foi fundamental no penta da Copa do Brasil, ano passado, e formou a melhor dupla de zaga da América do Sul ao lado de Walter Kannemann. O xerife já foi muitas vezes mencionado por Tite, que o conhece bem e sabe que, em momentos de guerra, pode contar com ele.

É fato que muitos nomes já estão consolidados na Seleção de Tite e não estou aqui reunindo qualidades desses jogadores para pedir ou provar que sejam titulares na Copa do Mundo. Mas sabemos que muita coisa pode acontecer no período de preparação para o Mundial e ter um grupo com os melhores e mais bem preparados atletas fará toda a diferença na busca pelo hexa.

Roger Machado

O Palmeiras acertou ao escolher Roger Machado como comandante. O novo treinador assinou por um ano, mas o que a diretoria alviverde e a própria torcida precisam ter em mente é que um projeto não se mede por apenas um ou dois campeonatos.

Que Roger Machado tenha o tempo necessário para realizar um grande trabalho no Palmeiras e obtenha o mesmo sucesso dos tempos de atleta, colecionando boas atuações e títulos.

Tá gravado!

Aqui nesse espaço compartilho com você, leitor/internauta do Correio Paulista alguns jogos memoráveis que tenho gravados em meu acervo, seja em VHS, DVD, K7 e por aí vai. Se está disponível em algum material, também está gravado na memória.

Já que estamos próximos da disputa do Mundial de Clubes, relembro aqui o jogo decisivo entre Boca Juniors e Real Madrid, em 2000.

Naquela partida em Tóquio, Juan Román Riquelme e Martín Palermo só não fizeram chover. Palermo ficou muito conhecido por perder três pênaltis pela Seleção Argentina na Copa América do Paraguai, em 99, mas era um centroavante nato. Goleador! Com dois gols, decidiu o jogo logo no início, deixando atônitas algumas peças do “Galáctico” Real, como Hierro, Roberto Carlos, Raul e Figo. Boca campeão do mundo, 2 a 1 em cima do Real Madrid, em 28 de novembro de 2000. Tá gravado!

Sobre Jairo Giovenardi

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