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O que faço para meu filho parar de chorar?

No meu “Blog Escola de Pais – Gilson Biondo” gilsonbiondo.blogspot.com – tenho recebido diversas perguntas de pais desesperados por não saberem o que fazer em situações extremas e, por entender que a dúvida se estende a milhares de pais na mesma situação vamos usar a coluna para tentar ajudar a tantos quando pudermos.

Os primeiros meses de vida, o choro do bebê é ouvido a todo momento pela casa. Não é para menos! Afinal, é só assim que ele consegue comunicar ao mundo suas necessidades. De forma geral, os motivos mais comuns de choro são fome, sede, dor ou desconforto, frio ou calor, medo ou susto, incômodo com determinada posição ou luminosidade e desejo de ser acalentado. Com o tempo, a mãe aprende a se comunicar com o bebê e identifica bem as necessidades pela expressão corporal e pelos hábitos o motivo real do choro.

Antes dos 2 anos de idade, o choro nunca é de manha. Nessa fase, a criança não tem recursos para isso, portanto o choro constante indica algum tipo de desconforto, físico ou emocional, que precisa ser apurado pelo médico. Como não sabe falar, o bebê usa o choro para demonstrar seu sofrimento. A partir dos 2 anos, porém, a criança já percebe como pode manipular os pais e usa o choro para tentar conseguir o que deseja. Portanto, uma das formas de ajudá-la a aprender a lidar com as frustrações após os 2 anos seja não atendendo a seus desejos quando eles vêm junto com o choro de birra.

Mas tem horas em que o filho, mesmo alimentado, descansado e aparentemente sem dor, continua chorando. Nesses casos, o que fazer?

Olha as dicas…
1. O poder do barulho
O som se propaga mais na barriga da mãe durante a gestação, então o bebê se acostuma com o volume alto. Então, não é raro encontrar bebês que se acalmam com o barulho, por exemplo, do secador de cabelo ou do chuveiro. Faça o teste.

2. Faça sons contínuos com a boca
Ela identificara a tonalidade de voz e se acalmará.

3. Ambiente tranquilo
Os bebês não gostam de ambientes muito barulhentos, excesso de luz e escuridão, assim como pessoas demais interagindo com eles, assim, quando for inevitável estar num lugar assim, fique dentro do campo visual do bebê, faça carinho e converse com seu filho, para que ele saiba que você continua por perto.

4. A posição que alivia cólicas
Coloque o bebê deitado com a barriga sobre o seu antebraço e a cabeça apoiada em suas mãos. Caso haja algum desconforto gastrointestinal, essa manobra aliviará em segundos. A posição é chamada de decúbito ventral.

5. Para matar a saudades do aperto
O charutinho de tecido que se usava antigamente para ninar o bebê é contraindicado, pois aumenta o risco de morte súbita durante o sono, mas essa sensação de estar “comprimido” relaxa ao lembrar o ambiente da placenta. Um jeito seguro de obter o efeito é usar o sling ou enrolar o bebê num cobertor enquanto ele estiver no colo.

6. O papel da mãe
Por conta do forte vínculo construído durante a gestação, não tem jeito: ela é o calmante mais poderoso nessas situações. A voz e o toque da mãe transmitem segurança e afeto ao bebê, que a identifica no nascimento como referência de cuidado.

7. O bebê é reflexo da família
Crianças que crescem em casas silenciosas ficam mais calmas no silêncio e vice-versa. Da mesma maneira, de nada adianta esperar calma do filho se os pais estão nervosos

Maiores de 2 anos

Quanto a crianças maiores de 2 anos já podemos interpretar as diversas formas e tentativas de manipulação e artimanhas para conquistar através do choro. É muito importante que os pais se mantenham firmes para conter esta fase, caso contrário, pode virar um habito ou um cabo de guerra onde a criança lutará com todas as suas forças, ou melhor, com todo seu choro e vencer pelo cansaço. Caso esteja vivendo esta fase use de forma cautelosa e paciente a disciplina.
Utilizando a disciplina para fazer com que esse hábito seja esquecido.

1. Deixe claro que ficar choramingando é inaceitável. Ao chegar no ensino fundamental, a criança já deve ter a capacidade de controlar esse tipo de comportamento; explique que não tolerará mais reclamações, e que quando ela chorar, não atenderá os pedidos que forem feitos.

2. Discuta as formas aceitáveis de comunicação. O jovem precisa saber que que você ouvirá os pedidos e que gosta de conversar com ele. Apenas deixe claro que essas discussões precisam acontecer com um tom de voz normal, sem berros.

3. Lide de forma calma com o que ele pedir de forma chorosa. Fale “Eu sei que você está irritado, mas…” e explique porque não pode realizar o desejo dele. Não há problema em validar a frustração do garoto, mas não entre em uma discussão prolongada quando ele estiver chorando.

4. Não fique tentado a ceder ao pedido da criança. Elas nunca devem ser recompensadas por reclamarem; independentemente do que ela quiser, recuse. Evite recompensá-lo pelo comportamento inadequado dando atenção que ela não mereceu.

5. Mantenha a calma. Caso fique irritado, o pequeno saberá que conseguirá tirá-lo do sério ao choramingar. Controle-se.

6. Recompense comportamento positivos. Elogie as tentativas da criança em parar de choramingar, criando até o “dia sem choro” em casa, oferecendo uma recompensa se ela não chorar o dia inteiro. Transforme o evento em algo bem “família”, que deve ser bem divertido e leve.

Seja paciente e não desista, porque seu filho não parará de reclamar imediatamente. É importante ser firme e insistir; com o passar do tempo, o comportamento inadequado dele diminuirá bastante.

Por fim, desejo sucesso e me coloco a inteira disposição para ajudar em tudo que precisar. Tenha um dia abençoado!

Sobre Gilson Biondo

Conselheiro Tutelar e é palestrante em todo Brasil sobre Promoção, Prevenção e Garantia de Direitos na área da Criança e do Adolescente, mas, tem formação como Psicanalista Clinico, Administrador de Empresas, Bacharel em Teologia e é Escritor de 37 livros. No terceiro setor atua como Diretor-Conselheiro voluntário na ACM (Associação Cristã de Moços), como Diretor Social e Cultural voluntário da APFESP (Associação Pró-Família do Estado de São Paulo) e tem um projeto humanitário e evangelístico nos 32 vilarejos mais pobre do Brasil no sertão brasileiro. Para entrar em contato com ele: www.gilsonbiondo.com.br ou www.facebook.com/gilsonbiondo

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