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Rogério Lins


Na tarde desta quinta-feira, o prefeito de Osasco compareceu a redação do Correio Paulista, para uma entrevista exclusiva à Coluna Em Off. Lins procurou esclarecer sobre diversos temas de sua administração e prometeu melhorias para a cidade.


O planejamento futuro da administração
A ação para os próximos anos será de acordo com nosso plano de governo, e balizada com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), com tudo aquilo que nós nos comprometemos durante a campanha no nosso programa de governo. Nas nossas propostas factíveis, que serão alcançadas, temos que destacar o investimento na saúde; serão aproximadamente três bilhões de reais de investimentos com programas inovadores, com formatos diferenciados, com atividades com Organizações Sociais (OS) similar ao que vem dando certo há alguns anos na vizinha cidade de Barueri. Hoje, com a troca da OS do Hospital Municipal, o atendimento está muito mais eficiente com uma economia de 1 milhão por mês. Ou seja, vamos economizar 12 milhões ao ano daqui pra frente. Voltaram as cirurgias infantis, que estavam há muito tempo paralisadas.

Segurança com tecnologia
Na área de tecnologia, vamos trazê-la como uma grande aliada na área de segurança pública. Vamos transformar Osasco numa Smart City; uma cidade com 100% de iluminação de LED, com câmeras de monitoramento que tem aplicativos inteligentes que detectam roubos, furtos, carros roubados e que fazem um intercâmbio de ações com a Polícia Militar, Civil e com a Guarda Municipal para que sejam rápidos e com muita eficácia para conseguirmos vencer. Esse, talvez, seja o maior desafio nesses quatro anos que é diminuir a criminalidade na cidade em parceria com o governo do estado.

Educação
Vem aí os altos investimentos na educação; vamos avançar muito na valorização dos servidores. Na construção de mais unidades escolares, principalmente na construção de mais creches.

Novos campos de futebol
Uma boa noticia para o esporte é que a cidade terá doze novos campos de futebol com grama sintética (Conjunto dos Metalúrgicos, Osasquinho, Petrolhão, Corintinha, Pestana, Jardim D’Abril, Poli, Campo da Ford, Eucaliptos, Alge, Flamenguinho e Sete de Setembro).

Cultura
Na área cultural, volta a ter algo que deve ser histórico para a região. O orçamento da Cultura que é uma reivindicação antiga, agora chegará bem próximo de 1% do orçamento anual que é uma recomendação de movimentos culturais de todo o país. São pouquíssimos municípios brasileiros que tem tamanho orçamento nessa pasta. Vamos difundir a Cultura como uma ferramenta de inclusão e participação e oportunidade para os jovens. Se você não der um curso de teatro, um curso de dança ou informática, ou então uma prática de esporte nos bairros para inserir eles quando saem da escola, eles ficam vulneráveis, principalmente das camadas sociais que necessitam de uma atenção especial.

Redução da máquina administrativa
A administração anterior chegou a ter um pico de 24 mil servidores diretos, fora os terceirizados. Hoje, temos próximo de 18 mil. Ou seja, já reduzimos 6 mil em relação a gestão anterior. A meta é chegar em 15 mil, quando Osasco será considerada uma cidade modelo. Teremos um alto índice de servidores efetivos. Temos também o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado com o Ministério Publico e o Poder Judiciário que nos impede de fazer novos processos seletivos, mas só admitidos com Concurso Público.

Primeiros meses
O primeiro semestre de todo governo é um trabalho de ajustamento, correção, reorganização e licitações. Você tem que regularizar todas as imperfeições para fazer um ajustamento da máquina pública e colocá-la para funcionar para os próximos três anos e meio. É impossível que nos seis ou sete meses de governo, você consiga resolver problemas crônicos que existem já há dez ou quinze anos na cidade. É um novo governo, diferente daquele de continuidade em que tudo já estava em andamento e para o novo prefeito fica muito mais fácil dar a sequência. E é obvio que tinha muita coisa que precisava ser mudada. Se tivesse tudo certo na prefeitura, o prefeito anterior teria sido reeleito. O maior sinal que a gente tem é que as coisas estavam muito erradas e equivocadas e a população não reelegeu o prefeito anterior. São muitas as necessidades de mudança em todas as áreas e não se muda em menos de seis ou sete meses.

Bilhete único
Sou um defensor do transporte coletivo. Sempre levantei essa bandeira. Temos que lutar por maior qualidade para a população. Mas quanto maior a gratuidade, o município paga a conta. Qualquer cidade que tem o bilhete único, o município tem que fazer o subsídio com as empresas. Quando você contrata alguém tem regras para ambas as partes, o que impede de dizer ou pensar: “Quero colocar isso, colocar aquilo”. A empresa concorda, mas a alteração no valor é da prefeitura. Com isso tenho que tirar dinheiro da saúde ou da educação para manter o subsídio. Será que é o momento de fazer isso? Eu vou implementar no meu governo o bilhete único. Agora, temos que fazer no momento certo e orçamentário. Tenho que fazer o que a prefeitura pode suportar depois. Já temos uma equipe técnica estudando o melhor modelo para oferecer à população, desde que seja suportável para a administração municipal.

Radares e monitoramento
Sempre fui um defensor da fiscalização eletrônica. Toda cidade tem. Quando você não fiscaliza, você da margem para a pessoa ser imprudente. Quem está preocupado com radar de 60 km por hora na Avenida dos Autonomistas? Essa pessoa quer andar a 80 ou 100 por hora na Autonomistas, me desculpe mas vai ficar insatisfeita. A imprudência dele pode tirar a vida de outra pessoa, a dele mesmo ou da família. Então temos que regulamentar e eu não vou admitir radares com pegadinha, radar escondido, radar móvel. Aí vira realmente uma indústria de arrecadação. Vamos fazer uma ampla campanha de divulgação. Todo radar terá uma distância aceitável com um aviso de fiscalização eletrônica na via. Quem não quer radar, é aquele que passa em farol vermelho. Desculpe, mas é isso. O que o pessoal está confundindo são as instalações de câmeras de monitoramento. São postes que estão sendo instalados na cidade apenas para o videomonitoramento.

Cemitério e Crematório
Rogério Lins disse que existe um estudo de parceira com a iniciativa privada para verticalização do Cemitério Santo Antônio e a criação de um Crematório no local. No Cemitério dos Girassóis, na zona norte de Osasco, Lins afirmou que está resolvendo as pendências para torná-lo um cemitério com condições satisfatórias. O prefeito disse também que vai construir em breve o velório na Zona Norte, uma reivindicação antiga e necessária à população daquela região, que em casos de falecimento tem que se deslocar para os velórios da zona sul.

Sobre Nilson Martins

Nilson Martins é paulista, natural de Manduri. Iniciou carreira jornalística em 1977. Seu primeiro jornal foi o Grande Osasco, depois passou por vários periódicos como Diário da Região, A Rua, Tribuna Popular, Tribuna da Região, TV Esporte Mais, TV Cidade e atualmente Correio Paulista e TV Osasco. Proprietário do site QG Notícias.

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