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Vão ter que esperar (mais)

Muitos não sabem, mas a estação Osasco da CPTM não está finalizada. Com o projeto de modernização anunciado no fim da década passada (2009), o governo do Estado, por meio da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), prometia melhorar a qualidade daquela que é uma das estações mais importantes do sistema ferroviário metropolitano. A primeira etapa da obra de modernização foi entregue em 2012, com a inauguração dos novos acessos (norte e sul), implantação de escadas rolantes e um bicicletário. Com a novidade, eliminou-se um antigo problema – a transposição entre o Centro e os bairros de Presidente Altino e Bonfim, antes realizado por túneis, que eram insalubres, sujos e inseguros. Faltava, entretanto, a ampliação da área de embarque, com a construção de um nova plataforma que deveria melhorar o serviço e reduzir os intervalos entre composições da linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú). Para que isso fosse possível, a prefeitura de Osasco cedeu parte da Rua Erasmo Braga e realizou obras de adequação viária nos bairros Bonfim e Presidente Altino. A modernização tão esperada, porém, ficou por aí. Os operários foram embora e desmontou-se o canteiro de obras. Na paisagem rotineira, restou o cenário fantasma e a tristeza de obra inacabada, que remete o pensamento à falta de planejamento, desleixo governamental e mal uso do dinheiro público. Passaram-se cinco longos anos! E eis que na última semana de junho, o governador Alckmin retorna à cidade para entregar a reforma da estação Quitaúna, do mesmo sistema. Embora relevante, a obra nem de longe se compara, em importância, à intervenção na principal estação que empresta o nome do município. E para tristeza de todos na ocasião que deveria ser feliz, o secretário de transportes metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, afirmou que “as obras (da estação Osasco) terão que aguardar. Estamos reavaliando os projetos. Tínhamos recursos do PAC, mas o dinheiro não veio e não virá. Não darei prazo para a retomada das obras.” Ou seja, caros leitores, os usuários vão ter que esperar ainda mais. Como se sabe, a paciência é uma virtude que se aperfeiçoa na tribulação.

Sobre Oscar Buturi

Oscar Buturi é natural de Osasco. Arquiteto e urbanista, especializado em gestão pública municipal, atua no setor público desde 2005. Foi secretário nas áreas de meio ambiente, mobilidade urbana e comunicação social. Também atuou nas áreas de relações institucionais e obras. Escreve no Correio Paulista desde 2014.

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