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Você não devia ter feito isso…

Recentemente, a mamãe recém-nascida e também atriz global Juliana Alves foi alvo de muitas críticas ao comparecer em um evento da escola de samba que faz parte sem a companhia da filha, que ainda não tinha completado 1 mês de vida.

Não demorou praticamente nada para que a foto postada na rede social da atriz (que mostrava onde ela estava) recebesse as mais duras críticas pela “péssima mãe” que ela estava sendo por ter feito isso.

Horas depois, a atriz rebateu explicando que a filha estava com o pai (SIM, BEBÊS TAMBÉM PAI) e que eles tinham montado um esquema, já que optaram por não ter babá, para que a ausência da mãe não sofre sentida pela pequena. Ela amamentou no caminho, esperou a pequena dormir, foi e ficou 30 minutos no evento. Mas… quem quer saber disso, né?

Basta virar mãe para as pessoas te apedrejarem de qualquer jeito e por qualquer motivo. Ninguém quer saber o motivo por você ter feito A ou B, mas já vão logo soltando: “você não devia ter feito isso…”.

Não precisa de muito, ou melhor, não precisa de quase nada para ser considerada uma péssima mãe. Todas nós já passamos por isso e, infelizmente, vamos continuar passando.

Ninguém viu a noite em claro, a comida que esfriou no prato, a ausência de vida social, a casa de pernas para o ar, a falta de privacidade para usar o banheiro, os ouvidos cansados de tanto choro, as tentativas (quase sempre frustadas) de acalmar uma crise de cólica, seus planos sendo adiados mais uma vez porque agora os filhos são prioridade, a pressão enorme para dar conta de tudo sem reclamar (afinal, tem gente que acha que feminismo é isso, né? Quem mandou trabalhar e querer ter filho… tsc tsc).

O mundo é cruel com as mães e nenhuma de nós está livre desse julgamento implacável. Podemos ser meras mortais donas de casa ou até mesmo grandes estrelas da televisão. Sempre vai ter alguém à espreita, atento a qualquer “deslize” para atirar a primeira pedra. Portanto, não sofra.

Ao contrário do que os guardiões do modelo de maternidade perfeita acham, não existe fórmula certa. Cada bebê é único e nossa forma de lidar com eles também. Vamos acertar e errar muito mas isso não nos define como mães. Muito pelo contrário, são esses erros e acertos que irão nos dar a força necessária para nunca desistir dos nossos filhos. E isso sim, é maternidade real. Aos trancos e barrancos mesmo

Sobre Paloma Bueno

Paloma Bueno é escritora, produtora e criadora do projeto Filhos.com.
Atualmente tenta dividir o tempo entre o trabalho como coordenadora de produção na RedeTV, os cuidados com a casa, o principal papel de todos, que é ser a mãe do Matheus!

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