O Elo perdido

As gerações mais antigas poderiam pensar que O Elo Perdido a que me refiro era o famoso primata Chaka e a série de TV que ficou muito famosa no início da década de 80, mas também não é sobre isso que se refere o tema.
O Elo Perdido que gostaria de destacar é sobre o que possivelmente está perdido na família contemporânea. E para simplificar e facilitar o entendimento vou usar uma corrente como exemplo. Sabe aquela corrente que você usa ou usava para prender o portão, bloquear um estacionamento, usava-se muito para prender na coleira dos cachorros, lembra?
A corrente é composta de anéis, e a conexão destes vários anéis ligados um ao outro formam um elo (conexão). Se numa corrente houvesse um elo frágil era certo que a corrente se quebrava.
Bom, vamos ao que interessa, O Elo Perdido na família – Em minhas palestras e workshop´s tenho vivenciado a desconexão das gerações. Quando menciono as brincadeiras de infância dos pais é nítido e testemunhado que as crianças desconhecem o que seus pais gostavam. Gerações passadas não precisavam de dinheiro para se divertir, pelo simples motivo de esbanjar criatividade. Brinquedos feito de material reciclado do tipo sapato de robô – duas latas de leite vazia e um cordão, Amarelinha – um caco para riscar no chão, taco – duas ripas de madeira e uma bolinha, e assim tantas outras. Poderia mencionar também aquela foto no binóculo que os pais ainda criança estava sentado ao carneirinho colorido. Tudo isso fez parte da infância feliz de muitos pais que viveram nas gerações passadas e que nunca acharam importante repassar isso aos filhos.
Claro que houve um download na forma de viver, e somos obrigados a evoluir rapidamente para acompanhar as novas gerações. Pergunto aos pais quais as brincadeiras que eles vivenciam na fusão do passado e presente e percebem que não existe nenhuma que os conecte. Pergunto sobre series atualizadas e os pais nem o nome sabem, mas seus filhos já assistiram a muito tempo.
Hoje as crianças não se inspiram mais em seus pais vislumbrando um futuro, mas sim em youtubers e outros pop stars da atualidade. Uma perda inestimável chamada “conexão”. O que se pode perceber então é que existe um elo quebrada das gerações e que se não olharmos para isso rapidamente afim de repararmos o prejuízo será grande.
O que podemos ver no quadro geral é um grande número de crianças e adolescentes desrespeitosos, impacientes, intolerantes, se automutilando, procurando formas de suicídio, envolvidos em drogas e se machucando com os milhares de desafios propostos por outros jovens sem referenciais de valores. A desestruturação familiar pode ser o maior responsável por todos estes fatores e ajeitar a casa o quanto antes pode salvar seu filho. O que entendo por solução é simples – Amor, Diálogo e Presença.

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