Ralfi Silva quer mudar o jeito das pessoas olharem os políticos


O político que é fã de Barack Obama e Ayrton Senna, cobra melhorias na saúde, visita moradores, faz lives no Facebook para mostrar problemas da cidade. Nos últimos dias propôs uma lei para munícipes passarem o dia com os vereadores de Osasco. Ele é pré candidato a deputado estadual


O vereador osasquense Ralfi Silva é casado, tem um filho de 10 meses, é filho do ex-vereador Benedito Rafael. O edil tem na política algumas referências: Rodrigo Garcia, Renata Abreu e Geninho Juliani. Mundialmente, Ralfi admira Barack Obama. “Parte do que Barack fez nas redes sociais, eu tento trazer para o meu mandato.” Fora do mundo político, seus ídolos são seu pai, Ayrton Senna e o filósofo Celso Charuri.
Ralfi leva seu mandato para as redes sociais através de lives em prédios públicos. Ele acredita que o trabalho de vereador tem que ser fora do gabinete. “Eu gosto de estar na rua. O caminho é enfrentar os problemas. ”
O vereador do Podemos está em seu primeiro mandato na câmara de Osasco, em pouco mais de um ano e meio, ele já propôs 40 projetos de lei, já realizou mais de 2500 atendimentos no gabinete, suas emendas contabilizam mais de R$ 31 milhões, entre elas, investimento em um hospital veterinário. Entre os projetos de maior destaque, a Lei Lucas, que foi criada após uma criança morrer engasgada com salsicha em uma excursão da escola. Ralfi propôs uma lei que 30% dos funcionários de escolas públicas terão que realizar cursos de primeiros socorros. Ralfi também propôs a instalação de hidrantes na cidade. Nos últimos dias um projeto do vereador causou grande repercussão nas redes sociais. Ele propõe que os munícipes passem um dia com os vereadores. “A ideia é aproximar o eleitor do político. Eu quero que eles saibam como é o dia-a-dia de um vereador. ”


O senhor é pré-candidato a deputado estadual pelo Podemos?
Sou o filiado mais antigo do partido junto com o prefeito Rogério Lins. Eu tenho essa missão pela frente, acho que minha atuação fez com que a Renata me chamasse para concorrer. Quero defender a nossa região, pois depois do falecimento do deputado estadual Celso Giglio, nós ficamos sem representatividade, mesmo porque o deputado Marcos Martins disse que não será mais candidato. Vamos trabalhar para que Osasco tenha os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AME), pelo Bom Prato na Zona Norte, integração do bilhete do ônibus-trem-metrô, quero um quartel dos bombeiros na zona norte. Vamos trabalhar para reabrir o plantão do 1º DP. Quero ampliar o contingente de bombeiros e policiais. Acredito que o Podemos poderá fazer um deputado estadual com 40 mil votos. A minha campanha trabalha em 58 cidades. São 40 com dobradas específicas com Geninho Zuliani (DEM).

A eleição deste ano tende a ser mais difícil devido ao momento conturbado da política no nosso país?
Toda eleição tem seu grau de dificuldade, mas acho que vai ser uma eleição de debate de ideias. Não será mais de promessas, mas de compromissos. É uma eleição que a Ficha Limpa vai se sobressair. Uma das primeiras perguntas que as pessoas me fazem é se eu sou ficha limpa. Eu sou. Não haverá lugar para mentiras.

Muitas pessoas estão alegando que votarão em nulo para cancelar a eleição, como o senhor encara isso?
As pessoas acham que 50% mais um de votos nulos, anula a eleição. Isso é uma mentira, o voto nulo representa que estou me anulando, estou abstendo, isso quer dizer que quem votar escolhe por mim. Tem uma frase de Platão que é muito verdadeira. “O problema das pessoas que não gostam de política, é ser governado por quem gosta”. As pessoas têm que participar da política.

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