Ela tem 15 anos mas quando o Campeonato Brasileiro chegar terá 16 e, então, hora de avançar na coreografia do tempo e pisar no tablado pelo qual tanto esperou – a supercampeã Vivi Oda Miranda fecha passagem como juvenil e estreia na categoria principal da ginástica rítmica.
Desde que foi levada pela primeira vez à academia da professora Carol Nogueira em Guaratinguetá, era uma fofinha de apenas três anos e que treinava brincando. Desde aquela ginástica lúdica para a Vivi de hoje, treze anos na modalidade e posando agora na vitrine como uma das grandes atletas do País e fortemente encaminhada para os Jogos Olímpicos de 2023.
Sim, mais de uma década de treinos árduos para uma garota de 15 anos significa a vida toda entregue ao esporte. Vivi de Osasco precisa se virar para dar conta da rotina dita normal, fora da ginástica, algo quase impossível de conciliar porque o alto rendimento é minuto a minuto, todos os dias da semana.
E por que essa entrega? Desde que pegou jeito na ginástica rítmica e foi ganhando pódios já como atleta de Osasco, a menina entendeu que tudo aquilo e o que viria seriam degraus para o objetivo maior como atleta profissional: Olimpíada.
A professora Carol com Maria da Conceição, coordenadora da ginástica rítmica de Osasco, ano a ano trabalham o nível competitivo da menina pensando em Paris 2023. Tanto que Vivi cumpre uma rotina que vai além de Guará e de Osasco – as duas técnicas somam com Anita Klemann, uma das melhores do mundo e que está cuidando dessa passagem de categoria da campeã em Toledo, Paraná.
Desde o ano passado com a chegada da pandemia, Vivi cumpre treinos pontuais mas com muitas restrições; agora há flexibilidade, tanto que a própria modalidade sai do isolamento ao divulgar calendário presencial como o já citado Brasileiro, onde ela irá estrear como adulta – em Belém do Pará na primeira quinzena de julho.
Essa flexibilização, por exemplo, a possibilitou cumprir período de aprimoramento técnico na Guatemala. Vivi retornou recentemente, curte alguns dias com a família em Guaratinguetá e, entrando junho, imediatamente se apresentará à técnica Anita Klemann em Toledo.
BRASILEIRO EM OSASCO
Vivi completa 16 anos no próximo mês, quando a Confederação Brasileira de Ginástica abrirá a temporada da rítmica com Campeonato Brasileiro em Osasco.
Será de 14 a 23 de junho, possivelmente no Liberatão de Presidente Altino, sem Vivi Oda. Se continuasse juvenil, certamente estaria em ação; não é o caso porque ela dá um passinho na casa dos 16 e canta o parabéns realizando sonho de longo e longo preparo – categoria adulta.
O Brasileiro em Osasco será para as divisões juvenil e pré-infantil. Vivi passou por toda base da ginástica e hoje prepara-se para se apresentar no tablado principal da modalidade. Quando isso acontecer na capital paraense, ela estará nos primeiros movimentos decisivos rumo a 2023.
Mas antes dessa estreia, o campeonato da vez da supercampeã será bem longe, no Egito. No próximo mês, Vivi de Osasco embarca para o Cairo e para a primeira competição internacional desde março do ano passado.
CAMPEONATO BRASILEIRO
EM OSASCO, 14 a 23 de junho
– Juvenil e Pré-Infantil
EM BELÉM, 5 a 14 de julho
– Adulto e Infantil

