O combate ao feminicídio voltou ao centro do debate na Câmara Municipal de Osasco durante a 2ª Sessão Ordinária, realizada nesta quinta-feira (5). Ao utilizarem a tribuna, vereadores abordaram projetos, ações e demandas ligadas à proteção das mulheres, à saúde pública e à assistência social.

O primeiro a falar foi Heber do JuntOZ (PT), que defendeu que os parlamentares deixem disputas ideológicas de lado e atuem de forma conjunta pelo interesse da população. O vereador citou pesquisa do ICL – Instituto Conhecimento Liberta, segundo a qual a maioria dos brasileiros não confia nos políticos por causa de promessas não cumpridas.
“Quando um projeto do prefeito é bom para a cidade, votamos favoravelmente”, afirmou.

Na área da saúde, Lúcia da Saúde (Podemos) solicitou que a empresa responsável pela gestão do Hospital da Criança e da Mulher coloque profissionais qualificados na linha de frente. A previsão é de que a unidade entre em funcionamento no final de abril.

O tema da violência contra a mulher foi reforçado por Elsa Oliveira (Podemos), que criticou a atuação do Estado nas políticas de proteção às mulheres e cobrou medidas mais eficazes.
“Chega de penas brandas. Precisamos de ações definitivas do governo”, declarou, ao mencionar o pacto nacional de enfrentamento ao feminicídio.

O apoio ao terceiro setor também esteve em pauta. Laércio Mendonça (PDT) reconheceu o trabalho de organizações que atuam com crianças e idosos e pediu maior suporte do poder público, destacando o papel das ONGs em áreas sociais estratégicas.

Já Cantor Goleiro (União) voltou a cobrar que o Estado forneça uniformes escolares aos estudantes. O vereador também comentou problemas causados pelas fortes chuvas no Jardim Aliança e destacou ações da Secretaria de Obras para minimizar os danos.

Encerrando o momento, Batista Comunidade (Avante) falou sobre a conclusão das obras do Hospital Infantil, a entrega da Creche do Mutinga e problemas de esgoto na Zona Norte. O parlamentar afirmou que pretende acionar judicialmente a Sabesp devido à cobrança de tarifas sem a devida prestação de serviço.
A sessão mostrou que temas como segurança das mulheres, qualidade no atendimento de saúde, assistência social e infraestrutura seguem entre as principais preocupações do Legislativo osasquense.

