A confirmação de 13 casos de sarampo no Estado de São Paulo em 2026 levou a Secretaria de Saúde de Barueri a reforçar o alerta para que a população mantenha a vacinação em dia. A doença, considerada altamente contagiosa, pode causar complicações graves, como pneumonia, encefalite (inflamação no cérebro), desidratação severa, sequelas permanentes e até a morte.
Segundo a Secretaria de Saúde, a vacina continua sendo a única forma comprovada de prevenção contra o sarampo e é essencial para impedir o retorno da circulação do vírus.
Casos confirmados em São Paulo
Os 13 casos registrados neste ano ocorreram na capital paulista (11) e em São Bernardo do Campo (2). Entre os pacientes estão bebês de até um ano de idade e adultos entre 20 e 50 anos.
Os registros reforçam que o sarampo pode atingir pessoas de diferentes faixas etárias e que a queda na cobertura vacinal continua sendo o principal fator para o reaparecimento da doença.
Doença é altamente contagiosa
O sarampo é transmitido pelo ar, principalmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, sendo uma das doenças infecciosas mais contagiosas.
Os principais sintomas incluem:
- Febre alta;
- Tosse;
- Coriza;
- Conjuntivite;
- Manchas vermelhas pelo corpo.
Embora muitos associem o sarampo a uma doença do passado, especialistas alertam que o vírus continua representando risco quando a vacinação deixa de atingir a cobertura recomendada.
Cobertura vacinal ainda preocupa
O Brasil recebeu o certificado de eliminação da circulação endêmica do sarampo em 2016, mas perdeu esse reconhecimento alguns anos depois devido à queda da vacinação.
Em novembro de 2024, o país recuperou a certificação. No entanto, o surgimento de novos casos demonstra que a manutenção desse resultado depende da vacinação da população.
Além disso, uma Nota Técnica do Governo Federal alerta para o risco de reintrodução do vírus em razão dos surtos registrados nos Estados Unidos, México e Canadá, aliados ao aumento das viagens internacionais.
Quem deve se vacinar?
O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde é:
- Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda aos 15 meses;
- Pessoas de 1 a 29 anos: duas doses, caso não tenham sido vacinadas;
- Pessoas de 30 a 59 anos: uma dose, caso não tenham sido vacinadas;
- Profissionais da saúde: duas doses, independentemente da idade, conforme histórico vacinal.
Procure a UBS mais próxima
A Secretaria de Saúde orienta moradores de Barueri a verificarem a caderneta de vacinação de crianças, adolescentes e adultos.
Quem tiver dúvidas ou precisar atualizar a imunização deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima.
Vacinar é um ato simples, seguro e responsável. Além de proteger quem recebe a vacina, a imunização reduz a circulação do vírus e protege toda a comunidade, principalmente bebês e pessoas mais vulneráveis às formas graves da doença.

