Uma mulher de 41 anos foi encontrada algemada e gravemente ferida dentro da própria residência, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, na tarde da última quarta-feira (29). A vítima, identificada como Lilian Marçal Aurora Novaes, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
O crime ocorreu no bairro Cidade Ariston e está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Carapicuíba como feminicídio. A Polícia Civil também apura a possibilidade de enquadramento por tortura devido à extrema violência empregada contra a vítima.
Filha encontrou a mãe ferida dentro de casa
Segundo as informações do boletim de ocorrência, Lilian foi encontrada pela filha, de 24 anos, ainda com vida, porém algemada e apresentando diversos ferimentos. A jovem acionou o socorro imediatamente.
A vítima foi encaminhada à UPA Bruno Covas, em Carapicuíba, mas morreu durante o atendimento médico em razão da gravidade das lesões.
Vítima apresentava sinais de tortura
De acordo com as investigações iniciais, Lilian apresentava ferimentos compatíveis com agressões violentas. Além de estar algemada, ela teve parte do cabelo cortado e sofreu diversos golpes de faca.
As circunstâncias do crime chamaram a atenção dos investigadores pela brutalidade da ação. A Polícia Civil trabalha para esclarecer toda a dinâmica do homicídio e identificar todas as circunstâncias que antecederam o crime.
Namorado é apontado como principal suspeito
Conforme relato da filha da vítima à polícia, o namorado de Lilian, identificado como Matheus Henrique, já havia feito ameaças de morte contra ela anteriormente.
Até o momento, o suspeito não foi localizado pelas autoridades. A Polícia Civil segue realizando diligências para encontrá-lo e esclarecer sua participação no caso.
Feminicídios seguem em alta no estado
Dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) apontam que, entre janeiro e maio de 2026, o estado registrou 124 casos de feminicídio. Desse total, 85 ocorreram em municípios do interior, sendo que a maioria dos crimes foi praticada por companheiros ou ex-companheiros das vítimas.
O caso de Carapicuíba segue sob investigação da Delegacia de Defesa da Mulher.

