Agosto Lilás: Osasco registra mais de 900 violações contra mulheres em 2026

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Município contabiliza 908 violações de direitos contra mulheres; especialista orienta sobre canais de denúncia e importância da rede de proteção

O Agosto Lilás, campanha dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, chama a atenção para a importância da informação, da prevenção e do acesso aos serviços de proteção às vítimas. Em Osasco, mais de 900 violações de direitos contra mulheres já foram registradas em 2026.

A campanha foi instituída nacionalmente em 2022 e ocorre no mesmo mês da sanção da Lei Maria da Penha, um dos principais instrumentos legais brasileiros de enfrentamento à violência doméstica e familiar, que completa 20 anos em 2026.

Osasco registra 908 violações contra mulheres

De acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Osasco contabilizou 908 violações de direitos contra mulheres neste ano. Os registros abrangem situações como violência física e psicológica, maus-tratos, exploração sexual e tráfico de pessoas, entre outras violações.

Apesar do número de ocorrências, foram formalizadas 183 denúncias, que resultaram em 142 protocolos de atendimento realizados pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos.

Os dados reforçam a importância de ampliar a conscientização da população e estimular tanto vítimas quanto testemunhas a denunciarem episódios de violência.

Segundo o coordenador do curso de Direito da Faculdade Anhanguera, Hallifer Augusto Garutti, cada ocorrência representa uma mulher que teve seus direitos violados.

“Mesmo quando os números parecem menores do que em cidades maiores, cada caso representa uma mulher que teve seus direitos violados. O Agosto Lilás reforça a importância de informar a população, ampliar o acesso à rede de proteção e incentivar a denúncia como forma de interromper o ciclo da violência.”

O advogado ressalta ainda que a violência contra a mulher representa uma grave violação dos direitos humanos e pode provocar impactos profundos na saúde física e mental das vítimas, além de afetar sua autonomia, segurança e qualidade de vida.

Estado de São Paulo registra quase 65 mil violações

Em todo o Estado de São Paulo, foram registradas 64.957 violações de direitos contra mulheres em 2026.

No período de janeiro a julho de 2025, foram contabilizadas 54.443 violações. A comparação representa um aumento de 19,3%.

Como denunciar violência contra a mulher

A denúncia é um dos principais instrumentos para interromper o ciclo de violência e permitir que a vítima tenha acesso à rede de proteção.

Em situações de emergência ou risco iminente, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Caso a vítima não consiga falar livremente, informar o endereço pode auxiliar na localização da ocorrência.

Outro canal é o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, serviço gratuito, sigiloso e disponível 24 horas.

Em Osasco, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) está localizada na Avenida dos Autonomistas, 2.060, na Vila Yara. Também é possível registrar ocorrências e solicitar medidas protetivas por meio da Delegacia Eletrônica.

Denúncias relacionadas a violações de direitos humanos também podem ser realizadas pelo Disque 100.

Faculdade oferece orientação jurídica gratuita em Osasco

A Faculdade Anhanguera de Osasco também oferece atendimento e orientação jurídica gratuitos à população por meio do Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ).

Entre os serviços estão orientações relacionadas a pensão alimentícia, divórcio, inventário, investigação de paternidade, acidentes de trânsito, negativação indevida do nome e questões trabalhistas e previdenciárias.

Para receber atendimento, é necessário apresentar documento de identidade, comprovante de endereço e comprovante de renda.

As triagens e os agendamentos são realizados às segundas e quintas-feiras, das 14h às 20h. Os atendimentos acontecem às terças e quartas-feiras, das 11h às 18h.

O NPJ está localizado na Avenida dos Autonomistas, 1.325, Vila Yara, em Osasco.

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