Linha 22-Marrom: Metrô escolhe empresa para estudos da rota até Osasco

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Contrato de R$ 1,7 milhão prevê levantamentos técnicos no trecho entre Osasco e a Cidade Universitária, na capital paulista

O Metrô de São Paulo escolheu o consórcio que realizará novos levantamentos técnicos para a implantação da futura Linha 22-Marrom no trecho entre Osasco e a Cidade Universitária, na capital paulista. A contratação corresponde ao Lote 3 dos estudos da linha, projetada para conectar Cotia, Osasco e São Paulo.

O vencedor foi o Consórcio CTA-GELMAP – Lote 03, formado pelas empresas CTA Consultoria Técnica e Assessoria e GEL Map Geotecnologia. O grupo apresentou uma proposta de R$ 1,776 milhão para executar os serviços.

Em Osasco, a área contemplada pelo Lote 3 começa nas proximidades do cruzamento da Avenida Victor Civita com a Rua Paranaense. O trecho segue até as imediações da Avenida Professor Luciano Gualberto com a Rua do Anfiteatro, na região da Cidade Universitária.

Estudos da Linha 22-Marrom em Osasco

O contrato prevê o mapeamento e o cadastramento das redes de serviços públicos existentes ao longo do futuro traçado da Linha 22-Marrom.

Também serão realizados o levantamento planialtimétrico cadastral do sistema viário, o alinhamento dos imóveis da região e os estudos das áreas internas previstas para receber os futuros pátios de estacionamento e manutenção dos trens.

Esses levantamentos fornecerão informações necessárias para o desenvolvimento do projeto básico, etapa que servirá de referência para a futura contratação do projeto executivo e das obras civis.

Apesar do avanço, a Linha 22-Marrom continua em fase inicial de planejamento. A escolha do consórcio é destinada aos estudos técnicos e não representa o início das obras.

Proposta ficou 48% abaixo do orçamento

O Metrô havia estimado em R$ 3,429 milhões o custo atualizado dos serviços correspondentes ao Lote 3. A proposta vencedora, no valor de R$ 1,776 milhão, ficou 48,20% abaixo do orçamento previsto pela companhia.

Antes da aprovação, o valor passou por uma análise de viabilidade. A definição ocorreu após a desclassificação das seis propostas mais baratas apresentadas na concorrência.

Duas ofertas, nos valores de R$ 30 mil e R$ 300 mil, foram consideradas inviáveis. A Geofran Engenharia, que apresentou uma proposta de aproximadamente R$ 967 mil, também acabou eliminada.

Segundo a avaliação do Metrô, a equipe e os equipamentos indicados pela empresa não seriam suficientes para a execução dos serviços dentro do prazo previsto no contrato.

Outros três concorrentes, com propostas entre R$ 1 milhão e R$ 1,77 milhão, não apresentaram as justificativas solicitadas para comprovar a viabilidade dos valores oferecidos.

Com as desclassificações, o consórcio CTA-GELMAP, inicialmente detentor da sétima menor proposta, assumiu a primeira posição. O Metrô analisou a documentação técnica, jurídica e econômico-financeira das empresas antes de declarar o vencedor.

Como será a Linha 22-Marrom

O projeto da Linha 22-Marrom prevê uma estrutura totalmente subterrânea, com aproximadamente 29 quilômetros de extensão e 19 estações.

O traçado deverá partir de Cotia, passar por Osasco e seguir até a Estação Sumaré, na capital paulista. A proposta também prevê integração com outras linhas do sistema metroferroviário.

A expectativa é que a nova linha transporte aproximadamente 650 mil passageiros por dia. A estimativa inicial indica que o deslocamento entre Cotia e a capital poderá ser realizado em cerca de 42 minutos.

A Linha 22-Marrom é considerada estratégica para ampliar as opções de transporte público dos moradores de Osasco e de outros municípios da Região Oeste da Grande São Paulo.

Quando começam as obras da Linha 22-Marrom?

O projeto ainda precisa passar por diferentes etapas antes do início da construção, como a elaboração dos projetos básicos e executivos, a preparação das licitações e os processos de desapropriação.

O planejamento divulgado prevê que o período entre 2026 e 2032 seja dedicado ao desenvolvimento dos projetos, às contratações e às desapropriações. A expectativa apresentada anteriormente pelo governo aponta o início das intervenções físicas a partir de 2030 e a conclusão do empreendimento em 2036.

As datas, entretanto, integram um planejamento preliminar e ainda podem sofrer alterações conforme o avanço dos projetos técnicos, das licitações, do licenciamento e das desapropriações.

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