Sérgio Fontellas relatou na Câmara de Osasco cobrança por três exumações no jazigo de sua família, no Cemitério da Lapa, e defendeu que o caso seja investigado na capital paulista
O vereador de Osasco Sérgio Fontellas (Republicanos) denunciou, durante sessão da Câmara Municipal nesta quinta-feira (5), uma cobrança de aproximadamente R$ 5,5 mil por três exumações realizadas no jazigo de sua família no Cemitério da Lapa, na cidade de São Paulo.
Ao relatar o episódio, o parlamentar associou a situação às denúncias envolvendo a chamada “Máfia do Caixão”, investigada após casos registrados em municípios da região oeste da Grande São Paulo.
Cobrança ocorreu durante sepultamento da avó
Fontellas afirmou que acompanhou os procedimentos necessários para o sepultamento de sua avó, que morreu no último dia 1º. Segundo o vereador, para que o sepultamento fosse realizado, a empresa responsável pelo serviço informou que seria necessário fazer três exumações no jazigo da família por falta de espaço.
De acordo com o relato apresentado pelo parlamentar, foram cobrados R$ 1.850 por cada exumação. O valor seria composto por R$ 700 pela retirada da terra, R$ 450 pela urna e outros R$ 700 pela retirada do corpo.
Considerando os três procedimentos, a cobrança chegou a aproximadamente R$ 5.550.
Vereador pede investigação
Durante a sessão, Fontellas questionou os valores cobrados e afirmou acreditar que possíveis irregularidades no setor funerário não estariam restritas aos municípios onde já existem investigações.
“Eu percebi que a Máfia do Caixão não está só em Barueri, como estão falando. Está em todo o Brasil, começando pela cidade de São Paulo”, declarou o vereador.
Fontellas também sugeriu que vereadores da capital paulista avaliem a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar eventuais irregularidades nos serviços funerários.
A denúncia apresentada pelo parlamentar ainda precisa ser apurada pelos órgãos competentes. O relato, por si só, não comprova a existência de esquema criminoso no Cemitério da Lapa ou a participação da empresa responsável pelos serviços em eventuais irregularidades.
Investigações começaram após denúncias na região
As investigações sobre a chamada “Máfia do Caixão” tiveram como um dos pontos de partida denúncias registradas em Carapicuíba. Famílias que teriam direito a serviços funerários gratuitos por meio do programa Velório Social teriam sido convencidas a contratar serviços particulares, com valores que chegavam a R$ 3 mil.
As apurações envolvendo o setor funerário também alcançaram outros municípios da região oeste da Grande São Paulo.

