A nova cara da acessibilidade: O que muda e por que isso importa?

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Por Érica Lemos

O novo símbolo representa uma figura humana universal, com braços abertos, dentro de um círculo, simbolizando a inclusão de pessoas com todos os tipos de deficiência, incluindo física, visual, auditiva, intelectual e com autismo.

Você já reparou que o símbolo de acessibilidade está de cara nova? Pois é, aquela imagem da cadeira de rodas já conhecida por todos começou a ser substituída por um novo desenho, mais moderno e representativo. Mas por que essa mudança é tão importante? E como os locais — públicos e privados — podem se adaptar?

Fique a atento, que vou te explicar tudinho neste artigo.

Mais do que uma cadeira de rodas
O símbolo antigo focava só na deficiência motora, isto é, na deficiência física. Já o novo, criado pela ONU em 2015 (há 10 anos) é mais inclusivo: representa pessoas com deficiência física, visual, auditiva, intelectual, psicossocial, raras e múltiplas. Ou seja, é para todo mundo que precisa de acessibilidade.

O desenho é mais abstrato, mas cheio de significado. A ideia é mostrar que acessibilidade vai além das rampas — envolve comunicação, mobilidade, acesso à informação e ao espaço com autonomia e dignidade. É um passo importante na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, visando romper as barreiras arquitetônicas do ambiente.

E sim, o Brasil já reconhece oficialmente esse novo símbolo. Não é só questão de estética: é cidadania na prática!

O que muda na prática para comércios e os espaços públicos?
Com o novo símbolo aprovado, tudo que envolve sinalização de acessibilidade precisa ser atualizado. Isso vale para novas obras e para locais que já estão em funcionamento, como shoppings, lojas, restaurantes, terminais de ônibus, agências bancárias, supermercados, estações de trem e metrô, galerias de artes e etc.

Veja só o que precisa entrar no radar para que acessibilidade aconteça de fato:
• Placas de sinalização com o novo símbolo e braile;
• Mapas e maquetes táteis com rotas acessíveis;
• Pisos táteis com o símbolo em destaque;
• Adesivos e etiquetas em vitrines, entradas e produtos;
• Cartilhas e informativos com linguagem simples e fonte ampliada.

Esses materiais precisam seguir as regras da ABNT e garantir acessibilidade de verdade — nada de só parecer bonito no papel. Deve ser real, e não para “inglês ver”, mas para inclusive para os brasileiros ver e sentir os resultados e a mudança.

Comunicação visual é mais que detalhe
A gente costuma pensar em acessibilidade só como rampa ou elevador. Mas a comunicação visual é peça-chave para garantir que todas as pessoas tenham mobilidade, consigam se localizar, entender as informações e usar os espaços com segurança.

Isso significa investir em placas com boa leitura, contrastes de cor adequados, tipografia clara e presença do novo símbolo em tudo: desde entradas de loja até crachás e cartazes informativos.

E por que isso pode ser um diferencial para a sua empresa eu negócio?
Além de estar dentro da lei, adaptar-se mostra que a sua empresa se importa com inclusão e diversidade, temas da atualidade. Isso fortalece a imagem da marca, atrai mais público e pode até impactar positivamente no faturamento. Todo mundo sai ganhando!

Como começar?
Se você é dono de um negócio, gestor público ou cuida de um espaço com circulação de pessoas, aqui vão algumas dicas e passos simples:

  1. Avalie como está a acessibilidade do seu espaço, observe com um olhar críticos e empático.
  2. Planeje as mudanças e orce os materiais necessários para a mudança.
  3. Procure profissionais especializados — arquitetos, designers e consultores em acessibilidade. Consulte pessoas com deficiência, pesquise, ouça a opinião dos principais interessados e prejudicados.
  4. Atualize os materiais gráficos com qualidade e durabilidade. Pense que se trata de um investimento com retorno em médio e longo prazo.
  5. Treine a sua equipe para um atendimento mais inclusivo, respeitoso e acessível.
    Ah, existem técnicas modernas que ajudam, como impressão com alto-relevo e verniz localizado, que deixam os materiais acessíveis e com acabamento profissional.
    O que Não pode faltar:
    • Placas em PVC ou acrílico com o novo símbolo;
    • Mapas táteis e adesivos de chão;
    • Folders com linguagem simples e fonte grande;
    • Cartazes educativos sobre inclusão;
    • Crachás com braile ou QR Code com áudio;
    • Etiquetas acessíveis em produtos;
    • Tótens informativos com acessibilidade digital.
    Hora de agir
    A troca do símbolo não é só uma atualização visual — é um passo concreto em direção a uma sociedade mais justa. Comece hoje a planejar as mudanças. Mostre que o seu espaço acolhe todo mundo com respeito, dignidade e visão de futuro.
    E se precisar de ajuda para produzir materiais personalizados com o novo símbolo, procure gráficas que entendem do assunto.
    Porque acessibilidade não é favor, é direito. E garantir esse direito é responsabilidade de todos nós.

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