Caso Nicolly: Padrasto acusado de matar menina de 12 anos em Carapicuíba já havia sido condenado por outro homicídio

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Homem de 46 anos foi encontrado morto após crime. Polícia investiga possível estupro e feminicídio. Nicolly, 12 anos, foi morta dentro de casa em Carapicuíba; padrasto é principal suspeito

A menina Nicolly Fernandes Marques, de 12 anos, foi encontrada morta em casa, no último sábado (19), no bairro de Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo. O principal suspeito é o padrasto da vítima, Anderson, de 46 anos, que já havia sido condenado por feminicídio em 2010.

Segundo a polícia, a vítima apresentava sinais de agressão, asfixia e possível violência sexual. O corpo foi encontrado amarrado e sem roupas por uma parente da mãe, que cuidaria das crianças naquele dia.

Histórico criminal e antecedentes de violência

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, Anderson havia cumprido pena de 15 anos pelo assassinato de sua companheira anterior, Tatiele dos Santos Souza, de 16 anos, morta a facadas em 2010, em Itaquaquecetuba (SP). Ele deixou o sistema prisional em fevereiro de 2025, após cumprir a pena em regimes fechado, semiaberto e aberto.

Em novembro de 2024, a mãe de Nicolly registrou boletim de ocorrência por violência doméstica contra Anderson, o que reforça o histórico de comportamento violento.

Como o crime aconteceu

Na madrugada do crime, a mãe de Nicolly saiu para o trabalho às 4h30, deixando os três filhos sob os cuidados do padrasto. Antes da chegada da prima que cuidaria das crianças, Anderson saiu da casa apenas com os filhos mais novos, de 1 e 3 anos, e os deixou com um vizinho.

Ao entrarem na residência, a prima da mãe e o vizinho encontraram Nicolly sem vida, de bruços na cama, com um pano no pescoço e as mãos amarradas. A casa estava revirada, com documentos e roupas espalhadas, e sinais de luta.

Investigação aponta violência sexual e tentativa de fuga

Segundo o delegado Marcelo do Prado, responsável pelo caso, o corpo de Nicolly apresentava sinais de possível violência sexual, além de lesões no rosto, no pescoço e evidências de amarração. Materiais como lençol, fio e camiseta rasgada foram recolhidos para análise.

Após o crime, Anderson fugiu e foi encontrado morto horas depois, na Rodovia Presidente Castello Branco, atropelado por um caminhão. A polícia trabalha com a hipótese de suicídio.

Relatos apontam histórico de conflitos com a enteada

Relatos da mãe e vizinhos apontam que Anderson tinha conflitos frequentes com Nicolly, especialmente por ela não aceitar suas traições e atitudes violentas. Vizinhos confirmaram que gritos e discussões eram frequentes na residência.

Caso segue em investigação como feminicídio e estupro de vulnerável

A Polícia Civil trata o caso como feminicídio e estupro de vulnerável, além de ocultação de informações e possível destruição de provas. Os materiais recolhidos na residência serão analisados em laboratório criminal para identificar DNA e outros elementos que possam confirmar a dinâmica do crime.

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