“Costurando Vibrações” leva inclusão, poesia e movimento ao palco da Fábrica de Cultura de Osasco

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Por – Alexandre Frassini

Unindo teatro, música, dança e linguagem de sinais, o espetáculo “Costurando Vibrações” desembarca em Osasco nesta sexta-feira, 05 de dezembro, às 10h30, na Fábrica de Cultura do Rochdale, oferecendo ao público uma experiência sensorial e verdadeiramente inclusiva. A apresentação é gratuita e conta com recursos de acessibilidade, como Libras e audiodescrição, ampliando o alcance da obra para diferentes públicos.

Criado em Santo André, o espetáculo nasce do encontro artístico entre Denise Guilherme — atriz e palhaça negra, com mais de 25 anos de trajetória — e Regiane Eufrausino, atriz, tradutora-intérprete de Libras e coordenadora de acessibilidade do projeto. As duas idealizaram a montagem após perceberem a escassez de produções que, desde o processo criativo, considerem inclusão e diversidade como eixos centrais.

“Com o Costurando Vibrações, queremos pensar um teatro que, dentro da própria criação, já seja inclusivo — e não apenas um espetáculo interpretado em outra língua”, afirma Denise. “Eu estou aprendendo Libras e a Regiane está aprendendo a linguagem do palhaço. Esse encontro é o coração do projeto: uma troca que fortalece outras formas de comunicação e convivência.”

Uma obra que pulsa encontros

Em cena, o público encontra uma narrativa costurada por gestos, vibrações, texturas, sons e silêncios. A dramaturgia plurissensorial convida crianças, jovens e adultos — surdos e ouvintes — a mergulhar numa atmosfera que celebra o encontro entre diferentes formas de perceber o mundo.

Música ao vivo, dança, projeções, poesia e palhaçaria se entrelaçam num jogo cênico que rompe barreiras e amplia a noção de comunicação. Cada movimento se torna uma linha que conecta corpos e sentidos, revelando um teatro que acolhe e fortalece a diversidade.

Arte, inclusão e experimentação

Desde o início de 2025, o grupo vem pesquisando novas maneiras de construir um espetáculo que tenha a acessibilidade como estrutura, e não apenas como complemento. Nos ensaios, experimentações e oficinas, a equipe buscou integrar o português e a Libras numa criação orgânica, sem hierarquias entre línguas.

Em setembro, o processo ganhou um marco importante com a oficina aberta “Sinaliza com o Nariz”, realizada no Teatro Conchita de Moraes. A atividade aproximou a palhaçaria da Língua Brasileira de Sinais, explorando humor, corpo e expressão numa troca direta com o público, artistas convidados e participantes inscritos. A experiência contribuiu para amadurecer a linguagem apresentada no palco.

Circulação pelo estado e impacto cultural

Estreado em Santo André, “Costurando Vibrações” segue em circulação por diversas cidades do estado com recursos do Fomento CULTSP – PNAB Nº 32/2024. Ribeirão Preto, Sertãozinho, Caraguatatuba, CEU São Miguel e CEU Vila Curuçá já receberam a montagem, que também prevê workshops nas localidades contempladas.

Com uma proposta artística que dialoga com justiça social, contra-colonialidade e acessibilidade, o espetáculo se firma como uma potente contribuição para o teatro contemporâneo paulista.

Serviço

Espetáculo: Costurando Vibrações
Local: Fábrica de Cultura de Osasco — Rua Santa Rita, Rochdale, Osasco (SP)
Data: 05 de dezembro (sexta-feira)
Horário: 10h30
Duração: 70 minutos
Entrada: Gratuita — sujeita à lotação
Classificação: Livre
Acessibilidade: Libras e audiodescrição
Apoio: Fábrica de Cultura de Osasco
Mais informações: Instagram @costurandovibracoes

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