Hospital Antônio Giglio promove palestra de alerta ao câncer

Cidades

Com o diagnóstico precoce do câncer de mama, a chance de cura pode chegar a 100%. de acordo com a previsão da associação de médicos até o fim de 2018 serão 60 mil novos casos da doença


 

Mais do que falar às mulheres sobre a necessidade de auto examinarem suas mamas e manterem os exames e as visitas ao médico em dia, sem que deixem passar menor sintoma e sem que se deixem dominar pelo medo diante da descoberta de um câncer, o evento realizado, no anfiteatro do Hospital Municipal Antônio Giglio (HMAG) foi uma sensibilização voltada a profissionais da área médica, que atuam diretamente no atendimento às mulheres.
A abertura da palestra foi feita pelo Dr. Ewandro Ruck, consultor médico do ISSRV (Instituto Social Saúde Resgate à Via), Organização Social que administra o HMAG. Ele lembrou que “o momento é bastante propício para se falar sobre a prevenção na atenção primária e que o câncer de mama é uma doença que requer muita atenção da sociedade”.
Falando sobre a previsão de que 2018 termine com 60 mil novos casos de câncer de mama, a médica ginecologista e obstetra Marta Almeida, coordenadora de Saúde da Mulher do Município de Osasco, disse em sua palestra que este é, em nível mundial, o tipo de câncer que mais mata. “Então vocês têm que orientar as mulheres que passam por vocês que quando sentirem sintomas diferentes, devem buscar o serviço de saúde.”, disse, complementando que o autoconhecimento do corpo é muito importante, mas que o autoexame detecta tumores em estágio já mais desenvolvido, por isso é fundamental a busca de diagnóstico por meio de um profissional e de exames como a mamografia.
Solange Conejo, diretora de enfermagem da Maternidade Amador Aguiar, que enfrentou um câncer de mama e uma mastectomia, falou sobre a superação à doença. “Em 2010 minha irmã teve um câncer e em 3 meses a perdi. Como eu trabalhava em um hospital, a equipe médica pediu que eu fizesse mamografia e já naquela época apareceram uns micros nódulos que eu, como todo ser humano, fiz a loucura de entrar na fase da negação. Guardei os exames na gaveta e segui com a vida”, revelou, salientando que aquele foi um erro. “Sou feliz por estar viva e com saúde, mas aconselho vocês a confirmarem todas as suas suspeitas, como eu deveria ter feito naquela primeira ocasião. Se tivesse vencido o meu medo, que só venci em 2017, quando senti um nódulo já grande, eu teria enfrentado este problema com muito mais facilidade”, explicou.
Fechando as palestras, o tema violência doméstica contra a mulher foi apresentado pela técnica de agravos de violência Rosana Terrabuio. “Hoje sou instrutora policial da Guarda Civil, e o tema que desenvolvo com os agentes é o atendimento humanizado à vítima. Nós ainda fazemos parte dessa sociedade tão machista e patriarcal, em que se pensa que a mulher foi abusada porque é ‘mulher de malandro’, bebeu demais ou usa roupa curta”, destacou. Esclarecendo que profissionalmente, as pessoas têm de adotar uma outra postura. “No seu trabalho, trate essas mulheres com dignidade e respeito, porque você não sabe da verdade dela”, orientou.

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