O influenciador digital Hytalo Santos e seu marido, Ivan Nata Vicente, foram presos preventivamente nesta sexta-feira (15/8) em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo. A prisão ocorreu após mandado expedido pela Justiça da Paraíba, sob graves acusações, incluindo exploração sexual de menores, tráfico humano e destruição de provas.
Prisões aconteceram na Grande São Paulo; dupla será ouvida pelo DEIC
Os dois chegaram por volta das 11h à sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), na zona norte da capital paulista, onde devem prestar depoimento. Ao chegar ao local, Hytalo foi cercado por jornalistas, mas preferiu não comentar o caso. Ele foi imediatamente conduzido ao interior da delegacia.
Justiça aponta destruição de provas e intimidação de testemunhas
A decisão da Justiça paraibana que determinou a prisão preventiva afirma que Hytalo e Ivan teriam tentado intimidar testemunhas e destruir provas da investigação, o que motivou a medida cautelar.

“A decisão busca impedir novos atos de destruição ou ocultação de provas, bem como evitar a intimidação de testemunhas, situações que já vêm ocorrendo desde que os investigados tomaram conhecimento da existência da investigação”, diz o trecho da sentença.
O Ministério Público da Paraíba aponta que há fortes indícios dos crimes de tráfico de pessoas, exploração sexual, trabalho infantil artístico irregular e constrangimento de crianças e adolescentes em conteúdos publicados por Hytalo nas redes sociais.
Caso veio à tona após denúncia do youtuber Felca
A investigação ganhou notoriedade após uma série de vídeos do youtuber Felca, que expôs práticas envolvendo a suposta “adultização” de crianças e adolescentes em conteúdos digitais ligados ao influenciador. As denúncias geraram grande repercussão e aceleraram o andamento da investigação.
Acusações contra o influenciador incluem produção de conteúdo com menores
Segundo a Justiça, Hytalo Santos estaria envolvido na produção e divulgação de vídeos com crianças e adolescentes, com foco em visualizações nas redes sociais. Os conteúdos são investigados por possivelmente violarem normas de proteção à infância e adolescência.
A prisão preventiva visa garantir a continuidade da investigação sem interferências externas por parte dos investigados.

