
Na busca por um sistema de saúde mais humano, resolutivo e acessível, o Brasil tem avançado com uma estratégia essencial: a multidisciplinaridade no atendimento ao cidadão. No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), esse termo vai além de um simples trabalho em equipe — ele representa a união de diferentes saberes em prol de um cuidado mais completo, integral e centrado na pessoa.
Segundo o Ministério da Saúde, a multidisciplinaridade envolve profissionais de diversas áreas — como médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais e outros — atuando de forma colaborativa. Essa integração permite que cada especialidade contribua com sua visão, ampliando o entendimento sobre a condição do paciente e fortalecendo a capacidade de resposta do sistema de saúde.
A lógica é simples, mas poderosa: ninguém é apenas uma doença. Cada paciente carrega uma história, um contexto social, emocional e familiar que precisa ser considerado no momento do cuidado. É por isso que a visão integral promovida pelas equipes multidisciplinares é tão necessária. Ela quebra a abordagem fragmentada do cuidado e coloca a pessoa no centro da atenção.
Um exemplo prático e já em funcionamento são as chamadas equipes multiprofissionais (eMulti), implantadas na Atenção Primária à Saúde (APS). Essas equipes trabalham junto às já conhecidas equipes de Saúde da Família, contribuindo para um cuidado mais abrangente e eficaz. Elas desenvolvem planos de cuidado personalizados, que levam em conta condições de saúde complexas, como transtornos mentais, violência doméstica, uso de substâncias e questões nutricionais — áreas que exigem um olhar mais amplo e articulado.
No município de Osasco, essa realidade já é vivida pela população. As eMulti fazem parte da rede municipal de saúde e têm atuado de forma estratégica, especialmente na Atenção Primária. Aqui, essas equipes são organizadas conforme as necessidades específicas de cada território, respeitando as particularidades da comunidade local.
Elas realizam diagnósticos locais, planejam ações em conjunto com as demais equipes e propõem intervenções mais precisas e efetivas. O resultado disso? Um sistema mais forte, preparado para lidar com a complexidade dos casos e oferecer respostas mais rápidas e eficientes para quem mais precisa.
Essa abordagem tem também outro mérito importante: promove a otimização dos recursos públicos, ao evitar atendimentos desnecessários em hospitais e priorizar o cuidado mais próximo, na unidade básica de saúde, com foco na promoção da saúde e prevenção de doenças.
Em resumo, a multidisciplinaridade no SUS — e especialmente nas ações que vemos em Osasco — é um passo essencial para garantir mais qualidade, humanidade e efetividade no atendimento à população. Ela fortalece o que é, afinal, o princípio fundamental do sistema de saúde brasileiro: cuidar das pessoas, em sua totalidade.

