Novas avenidas no horizonte

Colunistas Oscar Buturi

Quem vive, circula e observa a cidade de Osasco com maior atenção costuma tecer comentários, por vezes negativos, acerca de sua malha viária. Não é para menos. O modelo de urbanização predominante seguiu o padrão vigente, principalmente na segunda metade do século 20, com a explosão demográfica das cidades, especialmente as metropolitanas. A concentração das oportunidades de emprego nessas regiões produziu um êxodo rural numa velocidade que as cidades não estavam preparadas. Enquanto esse processo se desenvolvia, autoridades, gestores e planejadores não previram que o protagonismo dado ao carro seria tão nefasto ao nosso desenvolvimento urbano. E sobrou herança negativa pra todos e por muitas gerações. Osasco é apenas um desses exemplos. Essa é uma das razões que ajudaram a produzir um desenho urbano acanhado e um sistema viário incompatível com a atual realidade, sem conexões tradicionais entre as principais vias arteriais, que permitiriam maior fluidez e segurança em todo o sistema. Adicione a este cenário o fato de o pavimento das vias ser antigo e não planejado para o atual esforço mecânico a que está sujeito, além das dificuldades tradicionais e limitações orçamentárias e financeiras que a prefeitura têm para executar a manutenção necessária. Mas é preciso seguir em frente, apesar dos obstáculos. E é possível antever inúmeros projetos e ações que deverão sair do papel, cedo ou tarde. A cidade tem uma espécie de Plano de Avenidas e outras intervenções previstas para o sistema viário. Falaremos de algumas dessas propostas nas próximas oportunidades.

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