Moradores de diversos bairros de Osasco têm convivido, nos últimos meses, com uma série de obras realizadas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Embora intervenções em redes de água e esgoto sejam essenciais para a infraestrutura urbana, a forma como essas obras vêm sendo executadas tem gerado questionamentos da população, especialmente pela falta de informações claras sobre objetivos, prazos e planejamento.
Em diferentes regiões da cidade, equipes da Sabesp têm aberto valas e realizado perfurações em vias públicas, muitas vezes em ruas que acabaram de receber recapeamento asfáltico. O resultado são remendos no pavimento que raramente devolvem às vias a condição original. Com o tempo, esses trechos tendem a ficar desnivelados, aumentando o risco de acidentes e, em alguns casos, voltando a ceder.
No Jardim Santo Antônio, na região do Veloso, moradores relatam que o impacto no trânsito tem sido significativo. O que já era um trânsito difícil em horários de pico se transformou em um verdadeiro gargalo urbano. Intervenções realizadas em ruas próximas — algumas a poucos metros de distância umas das outras — acabam concentrando bloqueios e desvios, ampliando os congestionamentos.
Um exemplo que simboliza bem esse impacto envolve estudantes do CEU José Saramago. Crianças que utilizam transporte escolar para voltar para casa após as aulas costumavam levar cerca de 20 a 30 minutos no trajeto. Com as obras em andamento, o mesmo percurso passou a levar quase uma hora em determinados dias, evidenciando o impacto direto das intervenções na rotina das famílias.
Outro ponto de preocupação é a qualidade da recomposição do asfalto após a conclusão das obras. Moradores afirmam que os remendos frequentemente deixam a pista irregular e, em alguns casos, surgem novos buracos pouco tempo depois.
A lembrança de episódios recentes na cidade reforça esse temor. No bairro Jardim Roberto, um caso chamou atenção quando um carro chegou a ser engolido por uma cratera aberta no asfalto. Após reparos realizados no local, o problema voltou a ocorrer posteriormente, reacendendo o debate sobre a segurança e a qualidade das intervenções subterrâneas.
Diante desse cenário, moradores começam a levantar uma série de perguntas:
Qual é o critério utilizado pela Sabesp para definir os locais das obras? Existe planejamento conjunto com a prefeitura antes de abrir o asfalto de uma rua recém-recapeada? Há cronogramas públicos que permitam à população acompanhar prazos e objetivos das intervenções?
Outro questionamento recorrente diz respeito à coordenação entre a companhia e o poder público municipal. Em tese, obras de infraestrutura deveriam ser planejadas de forma integrada com o calendário de recapeamento e manutenção das vias, evitando retrabalho e desperdício de recursos públicos.
Além disso, a população também cobra mais transparência. Informações básicas — como finalidade da obra, tempo estimado de duração e impactos no trânsito — raramente são comunicadas de forma clara nos locais das intervenções.
A preocupação com fiscalização e planejamento também ganha força quando se lembram episódios ocorridos em outras cidades da região metropolitana, como o caso de crateras e acidentes registrados em Mairiporã, que reforçam a necessidade de acompanhamento técnico rigoroso em obras subterrâneas.
Diante das reclamações e do impacto direto na mobilidade urbana, cresce a expectativa para que tanto a Sabesp quanto a Prefeitura de Osasco apresentem esclarecimentos à população. Mais do que explicar as obras em andamento, moradores pedem planejamento integrado, comunicação transparente e garantia de que as intervenções não comprometerão ainda mais a segurança e a qualidade das vias da cidade.
A coluna abre espaço para as explicações da Sabesp, Prefeitura, Secretários e Vereadores e e caso você morador ou comerciante da cidade esteja passando pelos mesmos transtortos deixe seu depoimento aqui nos comentarios.
Até a próxima pessoal!

