Osasco campeão, mas título é encaminhado antes do jogo de ida no Liberatão e com uma torcida louca

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A notícia da vez é o décimo quinto título estadual conquistado por Osasco e após verdadeira batalha contra o Sesi Bauru. Na terça-feira rolou a partida de volta da final do Campeonato Paulista e para uma vitória dramática no ginásio Panela de Pressão. Na casa do adversário e após abrir 2 a 0 com 25 a 20 e 27 a 25, Osasco vê Bauru ressurgir para empatar com 25 a 22 e 25 a 21; então vem o tie-break e as donas da casa levam o jogo por 15 a 10. A vitória empata o playoff, já que na partida de ida dera Osasco no Liberatão de Presidente Altino por 3 a 2.

Assim, o regulamento manda o Golden Set para definir o campeão e a equipe osasquense vai na fúria para cravar 25 a 22 e partir para o abraço do título. Essa é a história da batalha no Panela de Pressão que a imprensa repercute ponto a ponto. No entanto, o Correio Paulista chega para complementar que a conquista começou antes mesmo de a partida de ida no Liberatão. E é aí que entra a torcida. Sábado passado e tudo pronto para Osasco x Bauru em Presidente Altino, 21h30. A pandemia isola o esporte dos torcedores, ginásios vazios conforme o protocolo de saúde, só que Osasco tem uma torcida que é fora do normal, a começar pelo nome. As atletas chegam para o clássico de decisão no ginásio e notam aquela agitação de fãs no entorno.

Nada de aglomeração porque os torcedores cuidavam-se dentro do quadro de segurança, mas lá estavam eles saudando a chegada das meninas e dando aquele grito de guerra ao pipocar dos rojões – era a Loucos de Osasco. Certo, ninguém entra no ginásio, mas quando o assunto é essa torcida sempre acontece alguma loucura – jogo para começar e as atletas ouvem um batuque familiar e que não vinha das caixas de som do técnico. A Loucos se organizou num dos portões dos fundos do ginásio e mandou ver no batuque. Isso passou batido da mídia mas as jogadoras sabiam que a galera estava presente.

Então, momento de superação para fechar a parada no limite por 3 a 2. Essa torcida é tão parte do vôlei que, após a batalha da partida em Bauru e na festa do título, comissão técnica e atletas cantaram o grito de guerra da Loucos de Osasco.

Sim, essa conquista passa diretamente pela loucura dos torcedores e, no mais, as meninas só voltaram campeãs porque fizeram loucuras no Panela de Pressão.

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