Osasquense de 87 anos participa de torneio de tênis de mesa em Brasília

Fonte: Superesportes.com.br
Era 1950 e os japoneses ainda sofriam com um certo preconceito, resultado da Segunda Guerra Mundial, que havia terminado cinco anos antes. O Império Nipônico, integrante da Aliança do Eixo ao lado de Alemanha e Itália, tinha representantes em diversas nações do mundo, e esses migrantes não eram bem vistos. Aqui no Brasil, uma das saídas para essa “discriminação” veio pelo esporte. A ideia de um grupo de japoneses foi usar o tênis de mesa e unir as várias colônias espalhadas pelo país. Nascia, assim, o Campeonato Brasileiro Intercolonial de Tênis de Mesa.
Com os japoneses é assim: a tradição é levada a sério. Tanto que o torneio chegou à 69ª edição, que começou nesta sexta-feira no ginásio Nilson Nelson e vai até domingo, a partir das 8h e com entrada franca. O que nasceu de uma confraternização somente em São Paulo, agora terá em Brasília cerca de 500 participantes de 16 estados. E precisou de um número perto de 40 voluntários para levantar toda a estrutura e ajudar no andamento da competição.
“O pessoal aproveita para conhecer o Brasil”, conta Roberto Yasuo, um dos organizadores do evento. Sim, ter contato com integrantes das comunidades nipo-brasileiras de todos os lugares do país, com o prazer de ver e jogar tênis de mesa. “O mais interessante é que você consegue juntar 500 atletas em um torneio que não conta pontos para nenhum ranking e nem classifica para outros eventos importantes. E ainda tem cidades que fazem seletivas para mandar as pessoas para cá”, comemora Roberto.
No campeonato disputado em Brasília, Osasco está representado com o jogador mais experiente do torneio na categoria hiper-veterano, Noriyoshi Yamaguti tem 87 anos. Integrante do clube Sudoeste, de Osasco, o paulista surpreende ao falar quanto tempo pratica o tênis de mesa para valer: 20 anos. “Eu comecei em 2000, já tinha 67 anos. Antes, eu jogava ping-pong, só para brincar”, lembra o senhor, que nessas duas décadas não faltou a nenhum Intercolonial. “Gosto principalmente dos jogos, mas tem todas essas amizades que a gente faz também”.

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