783 famílias tem até às 6h da manhã desta quinta, 12, para desocupar área em Carapicuíba

Fonte: Rede Globo

Um grupo sem-teto formado por cerca de 3 mil pessoas tem até esta quarta-feira (11) para desocupar o terreno em que vive há pelo menos três anos no município de Carapicuíba. O terreno pertence à Prefeitura de São Paulo, que prometeu oferecer transporte às famílias.

Segundo a gestão Bruno Covas (PSDB), a área localizada na Rua Alterosa foi adquirida pela Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab-SP) na década de 1970 para a construção do Complexo Habitacional Presidente Castelo Branco, com 15 mil unidades habitacionais.

A invasão de uma área em meio à Cohab, que seguiu abandonada por 40 anos, de acordo com a própria Prefeitura de São Paulo, ocorreu em 2016 e hoje reúne 783 famílias no terreno.

A Prefeitura de São Paulo pediu a reintegração de posse do terreno porque negocia a cessão da área para Carapicuíba, que pretende construir unidades habitacionais no local. A Justiça determinou que a área deve ser desocupada pelas famílias até quinta-feira (12), às 6 horas.

A Prefeitura disse que pode oferecer o transporte para as famílias até locais indicados por elas, desde que dentro da Grande São Paulo.

A comunidade do Escadão, no bairro Cohab 5 de Carapicuíba, alega que não tem para onde ir e promete resistir à reintegração de posse que deve ser realizada pela Polícia Militar (PM).

Os moradores, que compõem a Associação Casa Para Todos, dizem que ocuparam o local, quando ele virava um depósito irregular de lixo.“Não tem lógica. Eles nos avisaram para desocupar no mês passado, sem sequer a oferta de um auxílio aluguel. Não temos para onde levar nossas famílias, e as crianças estão matriculadas em colégios daqui”, disse Silvana, que faz parte do movimento.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo disse que pais que tiverem crianças e adolescentes em idade escolar podem contar com a Secretaria da Educação para realizar a transferência.

Desde que foi notificado, o grupo realiza manifestações. No dia 30 de agosto houve tumulto durante um ato. A PM disse que os manifestantes atiraram pedras e uma via foi obstruída com pneus em chamas. A polícia utilizou munição química para conter o protesto.

No dia 5 de setembro, manifestantes atearam fogo em pneus e pedaços de madeira em uma via nas imediações da ocupação e do Rodoanel. Um novo tumulto ocorreu com a PM utilizando bombas de gás e balas de borracha para dispersar o movimento. Um ônibus foi incendiado.

Depois das confusões, as empresas de ônibus ETT, Del Rey e Viação Osasco decidiram não circular na região da Cohab 5 até o dia da reintegração. O grupo nega a autoria do ato que incendiou o ônibus e afirma que o movimento é pacífico.

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