O sonho do metrô chegando a Osasco e Cotia deu mais um passo importante. O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) aprovou, por unanimidade, o Estudo de Viabilidade da futura Linha 22-Marrom do Metrô de São Paulo, que ligará a estação Sumaré, na capital, aos municípios da Região Metropolitana.
A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (18) e representa um avanço significativo nas etapas preliminares do projeto, considerado um dos mais aguardados para mobilidade urbana da região oeste da Grande São Paulo.
A futura Linha 22-Marrom promete transformar o deslocamento de milhares de moradores de Osasco, Cotia e cidades vizinhas, reduzindo o tempo de viagem até a capital e ampliando a integração com outras linhas do sistema metroferroviário paulista.
Projeto ainda terá novas etapas
Apesar da aprovação do estudo, o Condephaat determinou uma série de exigências técnicas antes do início das obras. Entre elas, o Metrô deverá apresentar projetos executivos detalhados das estruturas próximas a áreas tombadas e bens históricos.
Um dos pontos de maior atenção envolve a futura estrutura de ventilação e saída de emergência prevista para a Praça Professor Jorge Americano, em frente ao Instituto Butantan. O órgão recomendou que a construção seja totalmente subterrânea para evitar impactos visuais no patrimônio histórico.
Além disso, o Metrô terá que apresentar laudos geotécnicos detalhados sobre os túneis subterrâneos, garantindo que as escavações não ofereçam riscos às estruturas históricas da região.
Impacto na mobilidade regional
A Linha 22-Marrom é vista como estratégica para desafogar importantes corredores viários da região oeste, como a Rodovia Raposo Tavares e trechos da Marginal Pinheiros.
Com a chegada do metrô, Osasco poderá ampliar ainda mais sua conexão com a capital paulista, fortalecendo também o desenvolvimento econômico e urbano da cidade.
Para moradores de Cotia, a nova linha representa uma antiga reivindicação, principalmente diante do crescimento populacional e dos constantes congestionamentos na região.
Ainda não há previsão oficial para início das obras.

