Programa Nossa História celebra comunidade armênia e 80 anos da Belgo em Osasco

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A contribuição da comunidade armênia e da Belgo Arames, antiga CIMAF, para o desenvolvimento de Osasco foi o tema da 267ª edição do Programa Nossa História (PNH), realizada na manhã desta quinta-feira (24).

O ato cívico de hasteamento das bandeiras celebrou os 100 anos da imigração armênia e os 80 anos do início das atividades da CIMAF – Belgo Arames no município. A solenidade reuniu autoridades, empresários, representantes de entidades, integrantes da comunidade armênia e colaboradores da empresa.

Durante a cerimônia, o gerente de Produção da Belgo, Matheus Palma, hasteou a bandeira do Brasil. O conselheiro estadual do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), Arthur Boiajian, conduziu a bandeira do Estado de São Paulo, enquanto o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Osasco (ACEO), Marcos Gabriel Atchabahian, hasteou a bandeira de Osasco.

Também participaram o mentor do PNH e ex-deputado e ex-vereador Sebastião Bognar; o presidente e o vice-presidente da Frente Parlamentar Nossa História, vereadores Josias da Juco (PSD) e Délbio Teruel (União); o ex-vereador Antônio Toniolo; além de familiares dos homenageados e representantes da ACEO e do CRECI.

Trajetória da antiga CIMAF em Osasco

Durante a cerimônia, Matheus Palma destacou que a atuação da Belgo Arames vai além da geração de empregos e alcança toda a comunidade osasquense.

“A antiga CIMAF mudou de nome e hoje é a Belgo Arames, mas sempre teve o propósito de fazer parcerias em prol de melhorar a vida das pessoas que moram na comunidade”, declarou.

A unidade iniciou suas atividades há 80 anos como CIMAF e passou a fazer parte da história industrial e econômica de Osasco. Atualmente denominada Belgo Arames, a empresa mantém sua presença no município e desenvolve iniciativas voltadas aos trabalhadores, seus familiares e à população do entorno.

Comunidade armênia preserva raízes em Osasco

Arthur Boiajian relembrou a história de sua família e a chegada dos armênios ao Brasil após as perseguições sofridas no Império Otomano. Radicado no bairro Presidente Altino desde 1938, ele ressaltou o acolhimento oferecido aos imigrantes pelo município.

“Osasco estendeu as mãos para todos os armênios. Não só Osasco, como o Estado de São Paulo e o Brasil. Agradeço ao Brasil, a São Paulo e especialmente a Osasco, para onde vieram centenas de armênios, para o nosso bairro Presidente Altino, e lá nós conseguimos conservar as nossas raízes, o nosso idioma, a nossa cultura e os nossos costumes”, afirmou.

Boiajian também destacou a trajetória de Hirant Sanazar, primeiro prefeito de Osasco e filho de armênios, além da contribuição de vereadores, servidores públicos, empresários e comerciantes de origem armênia para o crescimento da cidade.

Imigração e recomeço

O presidente da ACEO, Marcos Gabriel Atchabahian, apresentou aspectos históricos do genocídio armênio e das perseguições ocorridas no Império Otomano, especialmente a partir de 1915.

Diante da violência, muitas famílias foram obrigadas a deixar suas terras e buscar refúgio em países como Grécia, Egito, Líbano, Iraque, Brasil, Argentina, Estados Unidos e França.

“Foi uma deportação forçada, com horrores e sofrimento. Esses armênios fugiram sem nenhum planejamento pelo deserto da Síria”, explicou Atchabahian.

Segundo ele, os imigrantes buscavam a possibilidade de reconstruir suas vidas em países que oferecessem trabalho, prosperidade e paz.

“Isso fez parte da história e os armênios são eternamente gratos ao Brasil, a São Paulo e a Osasco também”, acrescentou.

História do povo armênio

Com aproximadamente 3 mil anos de história, os armênios formam um dos povos mais antigos do mundo. A Armênia foi a primeira nação a adotar oficialmente o cristianismo, no ano 301.

Após diferentes períodos de conflitos e dominação, o país declarou sua independência da União Soviética em 1991. Atualmente, a Armênia possui população estimada em 2,9 milhões de habitantes, enquanto milhões de descendentes vivem em comunidades espalhadas pelo mundo.

Segundo os dados apresentados durante o PNH, a diáspora armênia está presente principalmente na Rússia, Estados Unidos, França, Geórgia, Argentina e Brasil. A comunidade brasileira é estimada em aproximadamente 100 mil pessoas.

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