Economista Gelso Lima quer AME em Osasco e investimento na juventude


Com 29 anos de experiência nos bastidores políticos, o candidato do podemos vai para seu primeiro teste nas urnas NO DIA 7. Se eleito quer valorizar a juventude como investimento em segurança pública e quer um ambulatório médico de especialidades (AME) na cidade de Osasco.


 

O economista Gelso Lima está na política desde 1989. O começo da militância foi na campanha de Luís Inácio Lula da Silva para presidente. Em 1992 e 1996, ajudou a coordenar a campanha da petista Mazé Favarão, em 1998 e 2002, coordenou a campanha de Emídio de Souza e de João Paulo Cunha. Em 2008, foi coordenador da reeleição do Emídio. Em 2012, cuidou da campanha de João Paulo para prefeito.
Durante 13 anos, ele teve cargos de secretário em administrações diferentes: de Emídio de Souza (PT), passando por Jorge Lapas (PDT) e chegando a Rogério Lins (Podemos). Na pasta da Saúde ficou por quase sete anos, passou pela Comunicação Social, Assistência Social, Indústria, Comércio e Abastecimento (Sica) e a secretaria de Governo.
Gelso também teve uma vida fora da política, ele trabalhou na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), onde foi membro de sindicatos e de órgãos representativos dos trabalhadores. Na juventude militou em grêmios estudantis. “Eu sempre gostei de política. ”
Passados 29 anos, ele se vê em seu primeiro desafio nas urnas. “Uma campanha se difere muito da outra, esta campanha está diferente, o problema que o país está passando, custo de vida alto, as pessoas estão descrentes da política. As pessoas não estão interessadas na eleição, eu fiz uma pesquisa que apontou que 92% das pessoas não têm candidato a deputado federal e estadual, vão deixar para escolher nos últimos dias, isso é comum, pois o eleitor define o voto de cima para baixo, de presidente, senador, governador e depois deputados. ”
A opção em ser candidato depois de décadas nos bastidores se deu após a recusa de um convite do prefeito Rogério Lins. “O prefeito me fez um convite para voltar para a secretaria da Saúde, eu disse que não queria e que nessa condição, eu disputaria a eleição. Neste momento comecei a conversar com vários seguimentos da sociedade e com a minha família. Todos me apoiaram. Nós passamos por um momento que as grandes lideranças da cidade estão cansadas ou desmotivadas. Na última eleição foram eleitos cincos deputados o falecido Celso Giglio, Marcos Martins que não vai disputar, Igor Soares e Marcos Neves que se tornaram prefeitos e Gil Lancaster que continua na Assembleia. Eu vi um espaço para novas lideranças.” Gelso ressalta a importância da região oeste eleger um deputado. “O deputado estadual fiscaliza o governador e traz recursos para as cidades. Se a região não tiver, dificilmente nós vamos avançar. Um exemplo é o Corredor Oeste que há doze anos está no papel. E não tem um avanço substancial. Se os deputados eleitos e prefeitos fossem brigar com o governador, eu tenho certeza que teríamos avanços. ”
Se eleito, Gelso diz que levantará duas bandeiras na Saúde. “Eu tenho visto a situação que o povo passa, eu posso contribuir bastante para melhorar isso. Eu quero trazer uma Ambulatório Médico de Especialidades (AME) para a cidade de Osasco para desafogar a policlínica da Zona Norte que está extremamente saturada.” Outro tema que Gelso quer abordar é a segurança. “Eu ouvi diversos especialistas na área, precisamos de inteligência para combater o crime organizado e acima de tudo precisamos cuidar da nossa juventude, temos que tirá-los da ociosidade para que eles não fiquem nas mãos dos traficantes. Temos que investir na base.”
O candidato vai disputar a eleição contra 28 postulantes à assembleia legislativa, apenas de Osasco. “Nós corremos o sério risco de não eleger deputados, especialmente em Osasco. O partido do prefeito Podemos, no qual eu faço parte, são nove candidatos, a tendência é não eleger ninguém.” Gelso diz que Rogério Lins fez um feito extraordinário nesta eleição. “Ele loteou as secretarias com candidatos de fora, ele trouxe o Jorge Caruso, o Edmir Chedid que não tem relação com a cidade. Evidentemente, o prefeito tem um objetivo, dividir para continuar reinando, os sábios dizem que é muito melhor somar, se ele tem representantes na assembleia legislativa, teria força política na cidade e na região, o Rogério fez o contrário, pensando apenas em 2020. O governo do Rogério Lins está muito mal avaliado. Eu tinha compromisso com ele, mas ele não tem compromisso comigo.”

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