Equipe de combate à dengue de Barueri tem 8 infectados por Covid-19

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Fonte: Rede Globo

A equipe de combate à dengue de Barueri, tem oito profissionais infectados pelo novo coronavírus, segundo a prefeitura da cidade. Desde o começo da pandemia, os profissionais têm reportado preocupação com a contaminação, tanto deles quanto das residências visitadas, já que o trabalho consiste em vistoriar de casa em casa como está a prevenção com o mosquito.

Segundo o último balanço da Secretaria Estadual de Saúde, Barueri tem 51 casos e 4 mortes por Covid-19.

No dia 23 de março, os agentes de endemias entregaram uma carta para a coordenadoria de vigilância epidemiológica. O texto dizia: “deixamos claro que a nossa preocupação é com a segurança da população, onde podemos nos tornar vetores do vírus”. A carta foi assinada por 17 profissionais, que alegam que a atividade não é serviço essencial e deveria entrar em quarentena.

No entanto, a prefeitura contesta a argumentação. “Conforme preconiza o Ministério da Saúde, serviços essenciais não podem ser suspensos. É o caso da Diretoria Técnica de Controle de Zoonoses: um serviço de saúde, portanto essencial.” A administração municipal lembra ainda que Barueri teve 27 casos de dengue neste ano.

“Como comparativo, em 2019 tivemos 22 casos durante todo o ano. Ou seja, trata-se de uma ameaça real e constante, por isso esse trabalho não pode parar, bem como a conscientização do cidadão quanto as medidas necessárias para combater o mosquito transmissor”, disse a prefeitura em nota.

No dia seguinte à carta, em 24 de março, alguns profissionais fizeram um vídeo reiterando os perigos da função. “O que a gente vai fazer? Vir amanhã, contaminar todo mundo na rua, porque está vindo gente do nosso setor que pega ônibus, e levando como vetores para os outros moradores nas casas”, disse o agente no vídeo divulgado nas redes sociais.

G1, portal de Notícias da Rede Globo, conversou com um dos agentes infectados, que prefere não se identificar. Ele disse que os profissionais que aparecem no vídeo tiveram que tirar férias compulsórias como represália.

O agente de endemias relatou ainda que em meados de março, quando a pandemia começou a piorar, eles também tiveram que se empenhar solicitando equipamentos de proteção individual (EPIs). Além disso, eles seguem para o trabalho em uma van com 16 pessoas. Dos oito infectados, seis trabalham nas vans. Os que testaram negativo continuam saindo juntos no veículo.

Após as reclamações, os profissionais passaram a trabalhar com todos os equipamentos necessários, como luvas, máscaras e álcool gel. “Ainda como um cuidado a mais, estão sendo fornecidas máscaras de proteção facial, que não são consideradas EPIs, mas reforçam essa segurança com eles. Estão sendo feitas também a higienização das viaturas com empresa especializada”, informou a Prefeitura de Barueri.

Os agentes também são orientados a não entrar mais nas casas, e sim vistoriar em volta delas e manter uma distância segura dos moradores. “Gostaríamos de frisar que a atividade dos agentes de combate às endemias também foram adaptadas para garantir a integridade física deles. Não há, portanto, qualquer negligência e muito menos represália por parte da prefeitura, apenas o cumprimento do que determina o Ministério da Saúde”, disse a administração municipal.

Ainda assim, os profissionais que seguem nas ruas continuam preocupados. “De repente nós mesmo estamos levando esse vírus, e assim não vai abaixar essa curva de jeito nenhum”, disse o agente.

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