Osasco chega entre os quatro semifinalistas da Superliga cumprindo temporada de reabilitação – na edição passada amargou eliminação nas quartas de final pelo Sesc Flamengo e, pela primeira vez em toda longa história de nacional, quinto lugar.
Mas dessa vez está de volta à vitrine dos favoritos, vai em busca da final partindo contra o poderoso Minas Tênis que varreu as três últimas temporadas. No mais, Osasco tem o cenário a favor pela melhor campanha – vantagem do mando de quadra que pode mesmo ser decisiva.
Por classificação o Praia eliminou Barueri enquanto o Minas despachava o Sesi Bauru; o Flamengo passou pelo Fluminense e Osasco bateu Pinheiros em três jogos. Mas tem uma coisa com relação a mando de jogo nas semifinais – o quesito mando de quadra pode até nem vingar, pois os que iniciam jogando fora têm qualidade para mudar o curso.
Osasco sabe disso. Sofreu barbaridade na edição passada do nacional, para essa temporada de reabilitação o técnico Luizomar filtrou mais o elenco; apesar de pagar instabilidades, chegou à vice-liderança e está aí ousando na pose.
O time tem sexta-feira como final de campeonato, consciente que precisa derrubar o monstrão porque o jogo 2 será na Arena Minas onde o favoritismo muda de quadra. Fato, se a equipe de Luizomar levar o primeiro placar, pode mesmo sonhar com a final porque tem a vantagem do terceiro jogo em casa se for o caso.
E o outro lado desse set também é verdadeiro: Minas encara o Liberatão para anular o favoritismo da casa, dar um cala na maior torcida do vôlei brasileiro e fechar o playoff festejando classificação no segundo jogo em Belo Horizonte.
Como joga por direito a brigar novamente por título, não tem como não destacar que faz muito tempo de Osasco sem o grito campeão – será que o torcedor sente essa possibilidade agora? E título à parte, são seis anos desde a última chegada numa final: foi em abril de 2017 como Nestlé e perdendo para o rival Rexona Rio.
Quanto ao último caneco, completa 11 anos na galeria do Liberatão. Vamos relembrar? Sábado de manhã no Maracanãzinho em abril de 2012, Luizomar comanda uma verdadeira seleção que isola o rival Unilever Rio com imponentes 3 a 0.
O primeiro set foi uma surra com 25 a 14, a segunda parcial também foi pancada com 25 a 18 e conta fechada na terceira com 25 a 23 diante de mais de 11 mil torcedores. Nesse abril de 2012 Osasco tem as olímpicas Jaque e Thaísa, mais as selecionáveis Tandara, Adenízia, Fabíola e Camila Brait; o Unilever ostenta as olímpicas Mari, Sheilla, Valeskinha e Fabizinha, sendo o último jogo da levantadora Fernanda Venturini que se aposentava.
Conferindo esse panteão o leitor já sabe quais estão no playoff semifinal de agora e que tem o primeiro jogo no Liberatão de Presidente Altino.

