IRMÃOS SOUSA: o pai faz de tudo por eles e eles fazem de tudo pela arte suave

A rotina de toda família é praticamente a mesma, pais trabalhando, filhos na escola etc. Na família Sousa as coisas também são assim mas com uma pegada a mais. Até pouco tempo morando em Osasco, foi necessário mudança para o Parque Imperial em Barueri, mudança que arrocha o dia a dia porque o tatame continua em Osasco. Tatame? Sim, esse é o ponto que faz a diferença na família.
Cláudio é o pai que por muito tempo praticou kung fu mas que agora só vive o jiu-jitsu. Não, ele não é praticante da arte suave mas entende tudo e mais um pouco desse kimono e por uma questão elementar: os três filhos são lutadores. Charles é o primogênito com 13 anos, Matheus vem em seguida com 12 e Jhonatan é o ex-caçulinha com 6 – no mês passado eles ganharam a irmãzinha Clara.
Dos três, Matheus é o moleque em evidência. As mais de 80 medalhas provam o sucesso que ele vem fazendo no jiu. O faixa-laranja arrebenta geral nos torneios estaduais, tem títulos sul-americanos e um mundial; é um dos principais nomes do jiu-jitsu nacional. Já o irmão Charles está fechando o ano focado mais nos treinos. Segundo o pai, um trabalho intenso para o garoto ganhar mais força visando 2020; e quanto ao pequeno Jhonatan, está se especializando num mata-leão feroz e é visto como talento em formação.
Superfã dos filhos, Cláudio Sousa se vê obrigado a quebrar a rotina do que seria uma casa normal. Três vezes por semana é aquele corre para treinar em Osasco com o mestre Alex Filhão no Piratininga; no sábado tem judô com o professor André João no Helena Maria. E quando estão em casa, o lazer dessa turminha é ir para o tatame doméstico – isso mesmo, na casa há o dojo dos Sousa e ali o rola pega direto e reto. O jiu-jitsu mexe com a rotina familiar, naturalmente, pois todo dia o assunto é a arte suave. “Os dois maiores estudam de manhã e o menorzinho estuda à tarde. Estudar é fundamental”, diz o pai que de imediato acrescenta: “Mas quando estão de boa em casa, pego os três e vamos para o tatame. O mestre deles já disse que no jiu-jitsu a receita é só uma, treinar e treinar.”
Então, como esse pai dá conta de uma modalidade que exige custos? Cláudio não pode dar conta, ele se vê obrigado a escolher no que investir. Matheus, o supercampeão, às vezes fica sem competir por falta de grana; e olha que os irmãozinhos já abrem mão das respectivas temporadas e aliviam o bolso do pai. No entanto, mesmo tendo apenas Matheus na conta, as coisas ficam difíceis para Cláudio. “A gente é de um projeto social e não há nenhum apoio. Tentei alguma coisa com a prefeitura mas nem fui atendido”, comentou.
Recentemente, Matheus levantou o título paulista e o Abu Dhabi International Pro em Barueri. No próximo dia 24 tem outro campeonato, dessa vez em Embu das Artes e, não é preciso dizer, Cláudio está naquela batalha para conseguir mandar o filho campeão. Essa é a rotina barra pesada do pai, dar conta dos irmãos Sousa e não deixa faltar o jiu-jitsu nosso de cada dia.

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