Maternal no Engenho Novo acolhe pais e crianças do Haiti

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Por conta do considerável número de alunos que são filhos de haitianos na Maternal Valdineia de Fátima Cassóli, no bairro do Engenho Novo, a gestão da unidade tem implementado de diversas formas iniciativas que visam inserir esta comunidade na vida escolar.

Com a pandemia do coronavírus, a escola intensificou o contato com os pais haitianos das crianças com o objetivo de orientá-los quanto às atividades de aprendizagem diárias dos pequeninos estudantes.

De acordo com a diretora Rita de Cássia Lima dos Santos, a escola conta com 22 alunos filhos de imigrantes do Haiti. Para estreitar a comunicação, por intermédio das ferramentas do Google Tradutor, a gestão envia as atividades em português e também em crioulo, que além do francês, é o outro idioma falado naquele país.

“Desde que adotamos as traduções, a participação desta comunidade passou a ser muito mais intensa e também notamos uma devolutiva muito positiva quanto à realização das atividades escolares das crianças”, contou a diretora.

Atividades delivery
A professora Rosana Ferreira Manao de Melo implementou o projeto chamado “Pingos de Energia”. Nesses tempos de pandemia, ela visita todos os alunos de sua sala levando em seu carro as atividades a serem realizadas.

Como em sua sala há três alunos filhos de haitianos, ela aproveitou para levar as atividades traduzidas.

Os pais ficaram muito felizes e receptivos por entenderem os exercícios e poderem acompanhar com mais facilidade as tarefas a serem feitas em casa por seus filhos.

A mãe da aluna Sephora Florvilus ficou feliz com a visita. “Minha filha gosta muito das escolas e quando chegam as atividades”, disse Adeline Laguerre Florvilus, que chegou do Haiti há cerca de três anos.

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