Vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região faleceu nesta terça-feira (2); trajetória foi marcada pela defesa dos trabalhadores e atuação no movimento sindical brasileiro
O movimento sindical brasileiro perdeu nesta terça-feira (2) uma de suas principais lideranças. Faleceu Claudio Magrão de Camargo Crê, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo. A informação foi divulgada pela própria entidade sindical, que lamentou a morte do dirigente e destacou seu legado de luta em defesa dos trabalhadores.
Magrão construiu uma trajetória de mais de quatro décadas dedicadas ao sindicalismo e à representação da classe trabalhadora. Sua carreira profissional começou em 1966, na então Brown Boveri. Já em 1978, passou a atuar sindicalmente na Cobrasma, uma das empresas mais emblemáticas da história industrial de Osasco.
Em 1981, ingressou na diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região. Seis anos depois, assumiu a presidência da entidade, cargo que ocupou entre 1987 e 1997. Durante sua gestão, participou de importantes mobilizações da categoria, entre elas as campanhas “Fora Collor”, “Sossega Leão” e a chamada “Greve Andorinha”, que marcaram o período de intensa mobilização dos trabalhadores.
Referência do sindicalismo paulista
Após sua passagem pela presidência do sindicato, Magrão assumiu a liderança da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, em 1997, permanecendo ao longo dos anos em diferentes funções de direção. Também foi um dos fundadores da Força Sindical, uma das principais centrais sindicais do país.
Entre 1992 e 2000, coordenou programas de formação e qualificação profissional que contribuíram para a capacitação de milhares de trabalhadores e dirigentes sindicais em todo o estado de São Paulo.
Atuação política em Brasília
Além da atuação sindical, Claudio Magrão teve participação ativa na política nacional. Foi deputado federal por São Paulo entre 2003 e 2007, eleito pelo PPS (Partido Popular Socialista), atual Cidadania.
Durante seu mandato na Câmara dos Deputados, defendeu pautas ligadas aos direitos dos trabalhadores, ao fortalecimento da indústria nacional e ao desenvolvimento econômico e social do país.
Legado para Osasco e região
Em nota oficial, o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região classificou a morte de Magrão como uma “perda irreparável” para a categoria e para o movimento sindical brasileiro.
A entidade destacou que sua história foi construída com coragem, solidariedade e firme compromisso com a luta por melhores condições de trabalho, salários dignos e justiça social.
Magrão deixa esposa, dois filhos, familiares, amigos e uma trajetória que ajudou a moldar a história do sindicalismo em Osasco, na Região Oeste e em todo o estado de São Paulo.
Seu legado permanece vivo na memória dos trabalhadores e trabalhadoras que acompanharam sua atuação ao longo das últimas décadas.
“Magrão, para sempre presente”, concluiu o Sindicato dos Metalúrgicos na homenagem ao dirigente.

