Networking e sua nova abordagem

Colunistas Prof. Me. Rafael Garcia Campos

Desde que viemos ao mundo, fomos ingressados em redes de relacionamentos que podemos elucidá-las de capital social, onde estamos interligados e nos tornamos interdependentes uns dos outros. Como já dizia o saudoso poeta John Donne “nenhum homem é uma ilha, completo em si próprio; cada ser humano é uma parte do continente, uma parte de um todo.” 

Observa-se que em nosso dia a dia temos tanta pressa que acabamos deixando de lado, questões simples, como a convivência social, onde conviver é uma arte que requer tempo, respeito mútuo, proximidade e empatia. Se tratando de investir no convívio social, destaca-se a importância do networking como um meio para o ingresso do estudante no mercado de trabalho. 

Para isso, se faz necessário, compreender a origem dessa palavra que advém do inglês, é a junção da palavra net “rede em inglês” e work “trabalho em inglês”, logo, “trabalho em rede”. No entanto, a ideia que a palavra nos dirige hoje, envolve muito mais que apenas o trabalho em rede.

De acordo com SOUZA, Daniel (2003, p. 67), networking é uma rede de pessoas que trocam informações, experiências e conhecimento entre si, gerando benefícios para todos os envolvidos. Lembre-se, sua rede de contatos poderá oferecer-lhe ajuda com informações, solidariedade e flexibilidade, porém não te garantirá privilégios.

Até a década de 80, ter um bom emprego significava ter uma carreira consolidada que possibilitava uma certa tranquilidade na posição que se ocupava. Havia-se um “acordo” entre o empregador e o empregado que atestava segurança por fidelidade. Era habitual empregados com vinte ou mais anos de carreira numa única empresa, muitas vezes estacionados, esperando sua aposentadoria.

Muito se falava na época que quando alguém pretendia auxiliar na carreira de outro, solicitava que o telefonasse para indicá-lo, afinal o profissional renomado conhecia pessoas que essas pessoas conheceriam outras pessoas importantes, o primeiro exemplo de networking que pode ser denominado como analógico pelos dias de hoje.

No início do século XX, o mercado de trabalho passou a ser mais competitivo, excludente e exigente. Na maioria das vezes, o empregador prefere contratar pessoas que estejam dentro de um “perfil desejado”, como se existisse, pessoas formatadas para o sucesso. Ao se criar esse perfil, muitos potenciais fenômenos na carreira acabam sendo prejudicados, muitos são os candidatos que acabam procurando auxílio para ajudar na indicação da vaga. Iniciando de forma modesta o networking.

Não que isso seja certo ou errado, é apenas uma forma de mostrar o como a capacitação de pessoas acaba se tornando uma atividade de indicação. Afinal, quantas vezes você não enviou o currículo a uma empresa e pediu para algum conhecido te dar aquela “forcinha”?

Nesse ponto devemos pensar que o networking apesar de ser uma ação muito importante para auxiliar aqueles que precisam de oportunidades, também pode nos causar injúrias profissionais. Como por exemplo: “Caramba, que abacaxi foi aquela indicação que você me deu?” entre outros jargões que podem ser ditos.

Apesar desses pontos fracos e fortes, temos outra vertente cada vez mais utilizada pelo mundo atual, o networking propriamente dito pelas redes sociais. Como não perceber quem você segue? Como não entender seus posicionamentos frente a temas polêmicos como política, sexo, gênero, raça e religião. 

Atenção caro leitor, devemos ficar antenados com o que postamos, quem seguimos e o que comentamos, pois, as pessoas e as empresas estão cada vez mais acompanhando nossas redes sociais para traçar uma análise de nosso perfil, portanto, o networking efetivo deixa de ser estritamente quem você pede para indicar e passa a ser você mesmo. 

Colaborador na elaboração do texto:

André Simões

Químico, Especialista em Educação, Master Business Innovation em Industria 4.0 e Mestre em Química. Atualmente Docente na Faculdade Senai Cetiqt e grande entusiasta do modelo em educação 4.0.

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