O dito pelo não dito… “Por que Itu é a terra das coisas grandes?”

Alexandre Frassini Capa Colunistas
Por – Alexandre Frassini

A cidade paulista é conhecida mundialmente pelos exageros. Mas tudo começou com um nome nada extravagante — muito pelo contrário: Simplício.

Pois é… Simplício, personagem do humorista ituano Francisco Flaviano de Almeida, nascido em 1916 e falecido em 2003. Ele se apresentava, inicialmente, como um típico caipira paulista no programa Praça da Alegria, da extinta TV Tupi.

Certo dia, ao lado de Manoel de Nóbrega, acabou burlando o roteiro. Durante uma conversa sobre o campo, ao ser perguntado sobre abóbora, improvisou: disse que em Itu havia a maior abóbora do mundo. Em seguida, virou-se para a colega de cena e pediu:
“Ofélia, diz pra ele o tamanho da abóbora de Itu!”

A atriz que o acompanhava — Íris Bruzzi — abriu os braços, indicando um tamanho enorme. Foi então que veio o improviso definitivo:
“Essa é a pitanga de Itu, Ofélia!”

A reação foi imediata. Manoel de Nóbrega caiu na risada e soltou a frase que marcaria história:
“Promovendo a cidade, hein, Simplício?!”

E não é que promoveu mesmo?

A partir dali, Itu passou a ser associada ao exagero. Objetos gigantes, vegetais enormes e referências desproporcionais começaram a surgir, e a própria população abraçou a ideia. Nascia ali a fama da “cidade das coisas grandes”.

Simplício, por sua vez, levou o personagem até o fim da vida — muitas vezes vestindo a camisa do Ituano Futebol Clube, reforçando ainda mais o orgulho pela cidade.

Legal, né?

Até a próxima pessoal!!!!

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