O que é uma quarentena para quem passou pelo puerpério?

Colunistas Talita Andrade

Quando um filho nasce, descobrimos a quarentena mais louca que existe no mundo. São os dias mais intensos da vida da mulher: dores, cansaço, sono, impaciência, oscilação de humor, palpites alheios, e de quebra, um bebê a tiracolo sem manual de instruções.

No pós parto a mulher se isenta tudo que não tenha a ver com fraldas, amamentação e bebê. Algumas conhecem a depressão pós parto; outras conhecem a realidade que não foi contada antes… mas todas descobrem o amor incondicional.

Os dias da maternidade são intensos desde o primeiro mês da gestação, com toda a transformação para a chegada do filho. Gerar uma vida, sentir as mudanças do corpo, o desenvolvimento do bebê e a ressignificação do que era amor antes de se sentir mãe.

Algumas conhecem a solidão por serem mães solteiras; outras conhecem a solidão mesmo tendo parceiros… mas todas descobrem sua força imensurável de mulher.

Conforme eles vão crescendo, vamos nos adaptando com a rotina e a dinâmica é ainda maior. Partilhamos conhecimento mutuamente com eles, que mesmo pequenos têm tanto para ensinar, pois são ricos em bondade, pureza e perdão.

A escola chamada maternidade, é longa e ao mesmo tempo curta… onde o aprendizado é prático, intuitivo e dinâmico. Não tem cronograma disciplinar, nem instrutor, muito menos férias. O conteúdo aprendido pode ser praticado em qualquer área de nossas vidas… é multifuncional.

E há quem diz que ser mãe é moleza e o quanto somos frágeis. Mas a verdade é muito distante disso: somos IMBATÍVEIS, INCOMPARÁVEIS e INSUPERÁVEIS.

E agora, em meio a uma pandemia e isolamento social, algumas estão aproveitando o tempo com os filhos, curtindo e os conhecendo melhor; outras estão extremamente esgotadas pela falta de costume de tanto tempo juntos. Mas todas podemos respirar aliviadas de que eles estão embaixo de nossas asas. Está conosco o PODER de PROTEGÊ-LOS.

Tudo isso vai passar! Aproveitem e respirem. Se por um descuido, trocássemos os papeis hoje… “Uma quarentena onde somos os filhos e eles os pais”, estaríamos bem? Seríamos queridos e curtidos? Eu acredito firmemente que eles seriam recíprocos.

Fique bem, aproveite, mesmo em meio a dificuldade e preocupação. O mundo estará diferente quando voltar a rodar. Agora, nos resta esperar e valorizar os momentos de união. Estamos vendo tantos casos aflitivos de enfermidade e sofrimento e se esse não é o caso da sua família, sinta-se privilegiado (a).

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