A Prefeitura de Osasco iniciou oficialmente o processo de restauração do Museu Dimitri Sensaud de Lavaud, localizado na Avenida dos Autonomistas, no Centro da cidade.
O contrato que marca o início dos trabalhos foi assinado na sexta-feira (13) pelo prefeito Gerson Pessoa, durante cerimônia realizada na área externa do museu.
Também participaram do evento o vice-prefeito Lau Alencar, o secretário de Cultura Marcelo da Silva, além de secretários municipais, vereadores e representantes da empresa responsável pelo restauro.
Restauro terá duração de 18 meses
O contrato prevê inicialmente a elaboração de um laudo técnico sobre a estrutura do casarão, construído na década de 1890. Em seguida será desenvolvido o plano museológico, etapa que definirá a organização do espaço e das exposições.
Após essas fases será executado o restauro completo do imóvel, com prazo total estimado de 18 meses para conclusão.
A empresa responsável pela obra é o Estúdio Sarasá Conservação e Restauração, que já realizou intervenções em patrimônios históricos importantes do país, como o Museu do Ipiranga, o Palácio dos Bandeirantes e o Palácio Piratini.

Museu está fechado desde 2017
Durante a cerimônia, o prefeito destacou a importância histórica do local para a cidade.
“É bom falar da Osasco de hoje, mas nunca devemos esquecer do passado. Esse equipamento é muito importante para a história da cidade e queremos preservar esse legado para as próximas gerações”, afirmou Gerson Pessoa.
O museu está fechado para visitação pública desde 2017.
Homenagens durante a cerimônia
Durante o evento, duas pessoas foram homenageadas pelo trabalho de preservação da memória do museu:
- Edileusa Malfetti, responsável pela monitoria do espaço entre 2009 e 2017
- Hagop Neto, que atua há mais de 20 anos no resgate da memória fotográfica do casarão
Espaço guarda história da aviação na América Latina
O museu é dedicado ao pioneiro da aviação Dimitri Sensaud de Lavaud.
Foi em Osasco que ele realizou, em 7 de janeiro de 1910, o primeiro voo de avião da América Latina.
O equipamento cultural funciona em um casarão histórico conhecido como Chalé Brícola, construído no final do século XIX com arquitetura inspirada no estilo rural paulista e influências da arquitetura do norte da Itália.

